Estatuto da Igualdade Racial sim! Cotas não?


O movimento negro classificou a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial como a maior derrota dos últimos 60 anos. O texto final eliminou reivindicações históricas. Entre elas, as cotas nas universidades, serviço público e partidos políticos. A demarcação das terras quilombolas, combatida pelos ruralistas, também foi rejeitada. (Brasil de fato)

No dia 15 de maio o programa Se liga na idéia discutiu o tema: Treze de maio. Um dia de comemoração? Ou não? Para falar sobre o tema esteve no estúdio José Elias conhecido também com o mano Zé Elias fundador e coordenador do Núcleo Educafro Vila Margarida.

Os pontos principais levantados são referentes à história ensinada nas escolas que por vezes é deturpada e romântica, colocando a princesa Isabel numa posição de heroína, não levando em consideração a luta dos negros que sempre se organizaram e sempre lutaram por sua liberdade. E também, que não houve uma reparação histórica, pois à população negra no dia 13 de maio ganhou a liberdade, mas no dia 14 não ganhou as mínimas condições de sobrevivência.

Para Elias muito ainda precisa ser feito e as correntes que prendem o negro ainda existem, é só fazer um levantamento da atual situação da população negra no Brasil.

José Elias, fundador e coordenador do Núcleo Educafro Vila Margarida.

Hoje a grande discussão é a questão das cotas (ação afirmativa de reparação histórica) reservadas para negros em Universidades, que parte da sociedade ainda não concorda, por falta de informação ou de preconceito. Outra coisa é a criação do Estatuto da Igualdade racial, que por mais que seja uma medida assistencial, o problema está relacionado à Constituição que não funciona na prática, aí infelizmente a luta é para criar uma lei para assegurar o que a Constituição não assegura.

OBS: Quando está discussão foi ao ar, Elias disse que esperava com grandes expectativas a aprovação do Estatuto.

Infelizmente, mas uma vez como diz: Reginaldo Bispo, integrante do Movimento Negro Unificado (MNU) foi colocada uma camisa de força para o movimento negro e para os avanços da luta do povo negro no Brasil.

Enfim, como a luta sempre continua para nós que estamos na batalha, aguardem! Porque essa discussão não acabou também para a Rádio da Juventude.

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