De volta com os empregos


Amigos, devido a alguns problemas, ficamos cerca de um mês sem publicar as dicas de empregos. Pedimos desculpas a quem veio até aqui e não encontrou o que procurava.

Mas estamos retomando,  à partir de hoje, a publicação semanal de empregos. Basta clicar na aba “Empregos“, na parte superior deste site.

Excepcionalmente a publicação, nesta semana, foi realizada na segunda-feira (30/08/2010). Mas não deixem de conferir todos os domingos, à partir das 12 horas, as melhores dicas para você já começar a semana com uma oportunidade em vista. Boa sorte e até o dia 05 de setembro, com as novas dicas de emprego!

“Democracia” O poder do povo?


Rádio da Juventude de volta com gás total!

E neste sábado dia 21/08 o programa Se liga na ideia em seu retorno colocou em pauta o tema “Democracia”. Aproveitando o gancho de ano de eleição o objetivo foi entender melhor o que é democracia.
Esteve no estúdio para contribuir sobre  o assunto, André Cardoso dono do site Derua e conselheiro de comunicação do Conselho da Juventude de São Vicente.

Um dos pontos importantes levantados é que a palavra democracia em seu sentido literal advém do grego e significa Poder para o povo. No entanto, este poder nem sempre tem sido utilizado pelo povo, na maioria das vezes o termo democracia tem sido associado com a palavra liberdade como pretexto de alguns governantes para invadir países que supostamente não sejam democráticos, chegando ao ponto de atropelar a soberania nacional de um país. Continue lendo

Vinícius de Morais. O amante do amor infinito


“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos”.

Quem sintonizou a Rádio da Juventude desta última sexta-feira dia 20/08. Pôde conferir no programa Antiquário um pouco da história comentada de Vinicius de Morais, o poeta do amor, além de conferir também clássicos de sua carreira.

Vinicius é um dos artistas brasileiros que mais produziu obras de suma importância para a cultura nacional, além de compor, escrevia poemas, crônicas e também foi crítico de cinema.

Em 1958, junto com os amigos Tom Jobim e João Gilberto compôs a canção Chega de saudade marco inicial do movimento de renovação da música popular brasileira que seria denominado como  bossa nova.

Ainda na década de 1940, Vinicius participaria de um concurso público. Aprovado  passou a trabalhar no Itamaraty em Brasilia como 1° secretário, onde foi afastado na década de 1960 durante a ditadura militar.

Na década 1970,  dedicando-se  a maior parte de seu tempo a música, viajou para a Europa e gravou dois discos na Itália ao lado do amigo e parceiro musical Toquinho.

Vinicius faleceu na madrugada de 09 de julho de 1980 ao lado de sua esposa e de seu amigo Toquinho dentro de uma banheira em seu apartamento no Rio de Janeiro.

Na semana passada em comemoração aos 30 anos de morte de Vinícius. Foi feita uma homenagem póstuma do Governo onde o Presidente Lula disse: é preciso valorizar os nossos heróis.

Se é possível encontrar palavras que possam o definir, é difícil dizer. Mas, enfim, herói lhe cai muito bem. Não que ele seja destes heróis mitológicos, ou daqueles criados para persuadir. Mas sim, aqueles de carne e osso que são exemplos de vida e nos iluminam com seu talento, com sua criatividade e com o seu olhar apaixonado de ver e sentir o mundo. Ou seja, um verdadeiro herói do amor!

Obrigado Vinicius!

É isso aí! E no próximo programa: Elis Regina, até sexta-feira as 20h00min! Sintonize 89.5 a Rádio da Juventude,  Programa Antiquário.

Pelos caminhos da América – edição #01 – Foz do Iguaçu


Nosso repórter vai percorrer a América do Sul, destacar pontos turísticos e falar dos povos locais

Como já foi anunciado anteriormente, estamos produzindo o “Pelos Caminhos da América“, uma série de programas sobre cidades e lugares bacanas espalhadas pela América do Sul e que nem sempre são destaque nos informativos de turismo.  Nosso colaborador Fábio Piovan está fazendo um roteiro que vai passar por Paraguai, Argentina, Chile, Bolívia e, é claro, Brasil.

E é no Brasil que a série começa. Piovan esteve em Foz do Iguaçú, no estado do Paraná. Conheceu as Cataratas, que fica na divisa do Brasil com a Argentina, e que tem acesso pelos dois países. Além de Puerto Iguazu, na Argentina, a cidade também faz fronteira com Ciudad del Este, no Paraguai. Confira com exclusividade este primeiro episódio, clicando no player abaixo:

Não deixe de acompanhar os próximos episódios deste especial. Na próxima edição, Piovan vai até Asunción, no Paraguai, conhecer a cidade e cobrir o Fórum Social das Américas. Não perca!

Economia Solidária – Uma outra economia já existe.


Postado originalmente em Programa economia solidária


A economia solidária é a forma de organização associativa de trabalho. Foi inventada por operários nos primórdios do capitalismo industrial, como resposta à pobreza e ao desemprego.

Os trabalhadores encontram na economia solidária uma forma de gerar renda de forma democrática e igual.
Este ano a classe trabalhadora foi recebida com milhares de demissões em massa por todo o mundo, os postos de trabalho são arrebatados por relações cada vez mais precarizadas e infomalizadas, e o mercado informal encontra-se saturado.

Assim ascende-se a discussão dos rumos que esse modelo de sociedade baseado no capital acarreta, a exclusão, a marginalidade, a competição, a destruição dos recursos naturais, a concentração de riquezas e a miséria.
Para fomentarmos esse debate dos rumos malévolos que a sociedade do capital trás a classe trabalhadora e a sociedade em geral, e apresentar a economia solidária, seja como forma de produzir, seja como germe de uma outra economia.

A rádio da Juventude levanta essa bandeira.
Outras informações sobre o assunto, acompanhe aqui no Blog

Juventude, mais que todo ouro do mundo!


Semana passada dia 12 de agosto foi comemorado o dia internacional da Juventude. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgados um dia antes, “este ano a taxa de desemprego entre os jovens no mundo chegou ao mais alto índice, um a cada oito jovens ficou sem emprego e de 620 milhões dos que têm de 15 a 24 anos, 81 milhões estavam desempregados no ano passado”. Segundo a pesquisa “a soma é de quase oito milhões de jovens sem emprego. A OIT mostrou ainda que o desemprego da juventude no próximo ano vai crescer e chegar a 12,7%.”

Nestes dados apresentados pela OIT os países pobres, evidente são os maiores concentradores de jovens que vivem com menos de um dólar por dia, se tornando verdadeiros depósitos de jovens que vivem sem nenhuma perspectiva de futuro.

Na busca pela sobrevivência estes jovens acabam sendo vistos como mão de obra barata, tanto para o mercado informal, quanto para o mercado do sexo e do tráfico.

O que isso quer dizer?

Que hoje estes jovens representam a parcela de uma geração marginalizada! Que tudo aquilo que lhe é reservada: é a violenta exclusão de uma sociedade dividida em dois pólos sociais. Afinal, essa juventude que é referida, não é aquela que estuda em colégios particulares, que freqüenta clubes badalados, que anda de carro do ano tirando rachas e que no futuro irá se formar em Oxford ou na USP.

A juventude referida é aquela de áreas periféricas onde as políticas públicas de Estado são inexistentes. Exatamente aquela que neste 2010 ano de eleição aqui no Brasil, no momento uma parcela dela está servindo como mão de obra em campanhas, segurando bandeiras em semáforos, feiras, avenidas… Entregando panfletos e ouvindo insultos como se ela fosse à culpada pela sujeira de determinados políticos que no momento elas representam.

E que trabalho é esse?

Temporário e sem garantias, que nada difere de outros que exploram e atiram essa juventude no rol de culpados que lhe obriga a acreditar num trágico destino do qual somente ela é responsável.

Organização

A PEC da Juventude aprovada este ano, incluiu na constituição o termo jovem,  simbolizando um avanço para os movimentos sociais de Juventude. No entanto, de que forma tudo isso irá refletir na vida da juventude, principalmente a periférica, é onde está o problema. Não desmerecendo a emenda, longe disso, mas as transformações envolvem uma série de fatores que contribuam na consolidação de medidas efetivas. Enfim, mas batalhas a serem travadas, que está nas mãos da juventude, porque somente ela unida e organizada pode transformar o seu próprio futuro e ser dona de seu destino, encontrando assim, o sentido de sua vida. Que nada tem a ver com a ideia de viver para trabalhar.

Esta ideia imposta não é a única alternativa.

Neste dia, como todos os outros devem ser.

Reflexão e um grito…

Viva a Juventude trabalhadora!
Que nunca deixará de lutar por tempos melhores para todas e todos.

OBS:
Contradição:

Quem acompanha as redes sociais, como o Twiter, por exemplo, pôde verificar neste dia internacional a infinidade de parabéns soltos ao vento de candidatos que enalteceram a juventude, ressaltando a importância dela para o futuro do país. Mas que em momento algum citava os problemas existentes. Nestas eleições, olhos abertos!

“CADA JOVEM TRABALHADOR VALE MAIS QUE TODO O OURO DO MUNDO.” P. JOSEPH  CARDIJN

Ontem foi o dia internacional da juventude, e aí? É um dia pra comemorar?


Extraído do Blog ideiaquente.com

Blog de Origem

O número de jovens sem emprego atingiu o mais alto índice já registrado no mundo e vai aumentar muito ainda este ano. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgados ontem para lembrar o Dia Internacional da Juventude a ser celebrado hoje, 12 de agosto. Mas, com essa notícia, devemos comemorar?

A crise econômica que explodiu há quase dois anos nos Estados Unidos trouxe consequências diversas para os trabalhadores dos países pobres. Uma delas foi fato de que 1 a cada 8 jovens ficou sem emprego. De 620 milhões dos que têm de 15 a 24 anos, 81 milhões estavam desempregados no ano passado. São quase 8 milhões a mais de jovens sem emprego do que antes da crise, quando a taxa era de 11,9%. Depois da crise, esse valor pulou para 13%. A OIT mostrou ainda que o desemprego da juventude no próximo ano vai crescer mais e chegar a 12,7%. Além disso, as mulheres jovens são as que mais sofrem com o desemprego, pois alcançaram 13,2% contra 12% de homens da mesma faixa etária.

Subemprego, miséria e falta de esperança

Tanta falta de oportunidade surgiu das condições de subemprego e miséria em que vivem os jovens dos países pobres, como mostra o relatório. Mais de 150 milhões deles sobrevivem com cerca de 1 dólar e 25 centavos por dia. Na América Latina, a quantidade de adolescentes que vivem de emprego informal aumentou durante a crise e no continente ocorrem 69 homicídios para cada 100 mil jovens. Um dos maiores índices do mundo. A tendência de ficar sem emprego e se acostumar com essa realidade pode resultar em uma geração perdida, porque a juventude é capaz de “perder toda a esperança de serem capazes de trabalhar para uma vida decente”, disse um representante da OIT.

Jovens organizados

Ainda neste mês, o MST vai organizar a jornada de lutas da juventude. Um dos principais pontos da mobilização é a falta de escola e trabalho para os mais de 500 mil jovens que vivem nas áreas da reforma agrária, no campo brasileiro. Essa força de organização da juventude do campo nos alerta que a quantidade de jovens brasileiros marginalizados é tão grande e importante que é capaz de cobrar mudanças profundas no modelo econômico do país e inclusive ser parte decisiva na escolha dos governantes.

Desbravando a América


"Pescadores", de DiCavalcanti

Nosso repórter Fabio Piovan já está desbravando a América, em busca de histórias, lugares e pessoas que constroem este continente.

Em breve você irá ouvir estes relatos na Rádio da Juventude e também aqui em nosso blog dentro do especial ‘ ‘Pelos Caminhos da América’.

Não deixe de ouvir!

Entidades pedem que índios Mapuches recebam mesmo tratamento que presos cubanos


Extraído do Blog Cidadã do mundo

post de origem Na práxis

Lei de Pinochet que enquadra povo Mapuche como terrorista em potencial ainda não foi revogada.

E aí? Será que a mídia corporativa – que hipocritamente levanta a bandeira dos Direitos Humanos quando lhe convém – vai divulgar isso?

A valorização da libertação dos chamados “prisioneiros políticos” de Cuba pelo governo chileno e inclusive por algumas pessoas da oposição e o não pronunciamento sobre os mapuches presos e processados pela lei antiterrorista é uma posição paradoxal, disse o advogado José Aylwin, do Observatório Cidadão, que os considera “presos políticos”.

Hoje, o observatório e a organização Acción pediram ao governo de Sebastián Piñera e também à oposição que tenham o mesmo critério de tratamento entre os presos cubanos e os indígenas mapuches. Atualmente 19 deles estão em greve de fome, de um total de 58 presos já condenados ou aguardando julgamento.

As organizações pedem o fim da aplicação da lei antiterrorista imposta pela ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), que é mantida e aplicada ainda hoje contra grupos indígenas, porque “não cumpre com as condições de um devido processo”.

Os 19 mapuches que entraram em greve de fome em 12 de julho também exigem o fim da aplicação da medida, além da desmilitarização das comunidades indígenas e do desenvolvimento de um “devido processo” para seus casos.

“Podemos falar em prisão política, porque o Estado utiliza politicamente a lei antiterrorista para processar os mapuches. Há claramente uma analogia com os presos cubanos”, disse Aylwin, em declarações à ANSA.

Ele ainda acrescentou que os chilenos não sabem da existência de “58 pessoas processadas ou condenadas por esta legislação, além de meia centena de processados por crimes ordinários no marco de conflitos por terras”.

Aylwin sustentou que a lei antiterrorista foi aplicada de forma inadequada contra quem é acusado de cometer crimes “nos marcos de um protesto social por reivindicação por terras ou pelo exercício de direitos políticos”.

Ele explicou que “existe uma legislação penal ordinária que permite julgar e eventualmente condenar estes delitos, mas a opção do Estado é aplicar a lei antiterrorista que data do regime militar, que tem sérias limitações para um devido processo e agrava as penas substancialmente. É uma opção política”.

O senador Alejandro Navarro, do Movimento Amplo Social, visitou na segunda-feira cinco dos detidos em greve de fome na prisão El Manzano, na cidade de Concepción, a 513 quilômetros ao sul de Santiago. O parlamentar pediu a instalação de uma mesa de diálogo com os indígenas para analisar suas reivindicações.

“Esta greve de fome é séria. Peço que o governo atue agora e não se equivoque, porque depois pode ser muito tarde, já que estes processos se alongam e se tornam pouco contornáveis”, advertiu Navarro.

Nesta segunda-feira, o senador de oposição Patricio Walker reuni-se na Chancelaria do Chile para acertar as condições de recepção do cubano José Izquierdo, que esteve preso por sete anos e faz parte da lista dos dissidentes soltos, divulgada pela Igreja Católica há alguns dias. A ida de Izquierdo ao Chile foi solicitada pelo próprio dissidente e constitui-se o primeiro pedido de viagem a este país.

Com informações de Ansa

STF confirma “erro histórico” da TV Digital


Extraído do Blog do Miro

Artigo de Venício A. de Lima, publicado no Observatório da Imprensa:


Poucos dias antes de completar três anos, quase quatorze meses após receber parecer favorável da Procuradoria Geral da República (PGR) e depois de ter entrado na pauta três vezes e não ter sido julgada, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3944 foi finalmente considerada improcedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 5 de agosto.

Ajuizada pelo PSOL em 21 de agosto de 2007, a ADI 3944 sustentava a inconstitucionalidade de quatro artigos (7º, 8º, 9º e 10º) do Decreto nº 5820, de 29 de junho de 2006. O Decreto 5820/2006 é, na verdade, uma continuação do Decreto nº 4901/2003 e, ambos, instituem e definem as regras de implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital no Brasil (SBTVD).

Basicamente o relator, ministro Ayres Brito, considerou que se trata apenas da mudança da tecnologia analógica para a digital e que não há (a) novas concessões; (b) renovação de concessões por mais 10 anos; (c) favorecimento ao controle das concessões por uns poucos concessionários e (d) ofensa ao direito à informação nem ao princípio da publicidade. Outros seis ministros acompanharam o voto do relator, com uma única discordância: a do ministro Marco Aurélio de Mello.

Liberdade de expressão

Entre as razões apresentadas pela ADI 3944 e acatadas pelo parecer da PGR existe uma que merece especial atenção. Ela se refere à possibilidade de multiprogramação oferecida pelo Decreto 5820/2006 aos atuais concessionários do serviço público de radiodifusão. A multiprogramação favorece a concentração da propriedade. Dito de outra forma, restringe a possibilidade de que mais vozes sejam ouvidas ou, ainda, a universalização da liberdade de expressão individual. Diz a ADI:

“Num canal de 6 megahertz, várias programações podem ser transmitidas simultaneamente, no que se convencionou denominar multiprogramação. Ao ‘consignar’ às emissoras um canal com tamanha capacidade, está-se, paralelamente, impedindo a entrada de outros atores na programação. Ao invés de se ampliarem as possibilidades de ingresso de outros canais, incluindo novas emissoras e permitindo acesso a programações variadas (…) tem-se uma verdadeira outorga de espaço maior às concessionárias que já atuam no mercado. O que provavelmente ocorrerá é o que a norma constitucional visa a impedir: o oligopólio, ou, melhor dizendo, um aprofundamento do oligopólio já existente.”

No seu voto o relator responde afirmando:

“Se monopólio ou oligopólio estão a ocorrer nos meios de comunicação brasileiros, tal fato não é de ser debitado ao decreto ora impugnado, é algo preexistente (…) Que a imprensa e o governo se façam dignos da nossa decisão, atuando no campo da proibição da oligopolização e da monopolização. Nós atuamos no campo do ‘dever ser’, no campo do ‘ser’ não atuamos”.

Não foi essa a opinião do único voto divergente. Para o ministro Marco Aurélio “toda concentração é perniciosa, daí a Carta da República prever trato de matéria mediante atos seqüenciais com a participação de instituições diversas”.

A decisão do STF, todavia, implica em ignorar o “efeito silenciador” de que fala o jurista Owen Fiss e que se aplica perfeitamente à grande mídia brasileira. Conforme a decisão, não compete ao STF julgar se existe monopólio ou oligopólio na mídia brasileira. Essa seria tarefa da própria “imprensa ou do governo” (sic).

Erro histórico

Tomo a liberdade de repetir aqui trechos da conclusão de artigo publicado na edição nº 581 deste Observatório. Dizia, então, que “uma das maneiras de se identificar os interesses em jogo em determinada decisão é verificar como se manifestam sobre ela os principais atores envolvidos ou seus representantes. No caso da adoção pelo Brasil do modelo japonês para a TV digital, não poderia haver clareza maior sobre quem ganhou e quem perdeu ou sobre quais, de fato, foram os interesses atendidos”.

Agora, bastaria verificar o que disseram os amicus curiae aceitos para apresentar suas razões contra a ADI 3944 no julgamento do STF.

O que sempre esteve em jogo foi a oportunidade ímpar para se democratizar o mercado brasileiro de televisão. A opção feita pelo Decreto nº 5820 – agora confirmada pela decisão do STF – favorece inquestionavelmente aos atuais concessionários deste serviço público e impede a ampliação do número de concessionários. Contraria, portanto, o princípio da “máxima dispersão da propriedade” (maximum dispersal of ownership), vale dizer, da pluralidade e da diversidade.

Mais do que isso: impede a extensão da liberdade de expressão a um maior número de brasileiros. A liberdade de expressão – pedra angular da estratégia de combate da grande mídia no Brasil – seguirá sendo exercida prioritariamente por aqueles poucos grupos empresariais que equacionam liberdade de expressão com sua liberdade de imprensa.

Às vésperas da assinatura do Decreto 5820/2006, a Frente Nacional por um Sistema Democrático de Rádio e TV Digital, que reunia cerca de 40 entidades, divulgou um manifesto que terminava com a afirmação: “O governo estará cometendo um erro histórico, que não poderá ser revertido nas próximas décadas”.

Com a decisão do STF o erro histórico está consumado.