Televisão. Máquina de fazer doido?


No mundo realmente invertido, o verdadeiro é um momento do falso.”
“… a realidade surge no espetáculo, e o espetáculo no real.
Esta alienação recíproca é a essência e o sustento da sociedade existente.” Guy Debord

Quem esteve na sintonia do programa Se liga na ideia deste último sábado dia 29/08. Pôde acompanhar a discussão sobre o tema “Televisão”.

Estiveram no estúdio como convidadas, Franciele Beatris, Jack e também a galera da rádio, Jessica Rodrigues, Fábio Piovam e Márcio Garoni que vieram especialmente para contribuir no debate.

E a pergunta que não queria calar foi: porque será que essa caixinha preta tão amada por alguns e tão odiada por outros, desperta tanto fascínio? Será que como disse o saudoso Sérgio do Porto, ela é uma máquina de fazer doido?

Será que é possível desvendar os segredos desta esfinge? E quais aspectos negativos e positivos?

Segundo Jack “Não dá para assistir televisão, a programação é ruim, as pessoas perdem muito tempo com ela e poderiam estar fazendo algo mais produtivo, lendo um livro, ouvindo uma música ou mesmo estar com os amigos”. Piovam concorda e diz que “a TV cria uma relação passiva que não contribui para a criatividade e para a imaginação, ela é muito controladora, não agrega as pessoas numa relação de troca”. Já Jessica diz que “a TV exerce um papel de formação de valores sobre a sociedade, por exemplo: a televisão vive erotizando a mulher, o que é um total desrespeito e uma exploração”.

E não é só a mulher que é representada de forma desrespeitosa, os homossexuais hoje são o filé mignon dos programas de humor. E tudo isso, tende a reforçar preconceitos e criar estereótipos.

E os profissionais da área o que pensam?

Franciele (bacharel em rádio e TV) diz que “a TV tem todos esses problemas mesmo, mas que dá pra selecionar e encontrar coisas interessantes, infelizmente tratando-se de TV aberta é terrível, mas na TV a cabo podemos ver como é possível produzir conteúdo. O problema é que tudo está pautada pela emissora, o que está aí, alguém decidiu.
Garoni (jornalista) diz que “hoje a própria preparação do profissional de comunicação, é uma preparação para o mercado. Existe na faculdade toda uma problematização dos meios de comunicação. Mas no fundo está nas mãos do profissional, se aprimorar e ter a atitude para intervir no mercado para não vivermos uma eterna reprodução de mais do mesmo”.

Outro ponto importante levantado neste debate foi à relação de poder que a TV exerce no país, que podemos até dizer, que hoje existem quatro poderes no Brasil, com a TV se colocando acima dos outros, transformando-se num aparelho ideológico de interesse político de finalidade capital, o que é assustador. Pois, até quando viveremos numa sociedade onde um meio de comunicação como a TV se manterá nas mãos de meia de dúzia de famílias que controlam toda a informação e produção de conteúdo que existem. E qualquer pensamento de oposição é criminalizado.

Enfim, mas uma vez está em nossas mãos alterar essa lógica.

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