Sexo: a primeira vez dói? Pra quem?



Segundo uma pesquisa da OMS (organização mundial da saúde) de agosto de 2010 a gravidez precoce é um problema  sério. De acordo com a pesquisa, a cada ano, pelo menos 16 milhões de meninas entre 15 e 19 anos tornam-se mães, o que representa aproximadamente 11% dos nascimentos registrados em todo o mundo.  O Brasil está na lista dos países que possui um quadro alarmante.

“A grande maioria desses nascimentos são produzidos em países em desenvolvimento. O risco de morrer por causas relacionadas com a gravidez é muito maior nas adolescentes que nas mulheres adultas. Quanto mais jovem a adolescente, maior é o risco”.

As principais causas levantadas pela pesquisa é a falta de diálogo na família, na escola, nos grupos comunitários e também a pouca iniciativa em políticas públicas, que são quase inexistentes.

Neste último sábado dia 22/01 o programa “Reflexão e Ação” levantou a discussão sobre o assunto, encarando o próprio mito de que sexo é um tema polêmico. Levando em consideração que além do problema da gravidez precose. Temos também a discussão de algo que a sociedade em geral não tem hábito de discutir, quando discute está quase sempre pautada por fundamentos religiosos, não levando em consideração a complexidade do assunto.

No estúdio da Rádio da Juventude estiveram presentes a Educadora social Ornella Rodrigues, a Psicóloga Janaina Costa, a militante da JOC e da Rádio da Juventude Jéssica Rodrigues e a também militante da Rádio da Juventude Jaqueline.

Os pontos levantados a respeito são referentes à nossa própria cultura, que nela está engedrada normas morais que não nos pertence, mas que foram imposições da igreja católica que reflete na sociedade até hoje. Com isso, a necessidade de uma re-educação, ou seja, uma reconstrução cultural é imprescindível. Sexo não é apenas uma relação sexual, existe toda uma relação afetiva que envolve auto-estima, construção de identidade, respeito consigo mesmo e com o outro. O que irá deflagrar numa forma de estar, buscar e ser feliz no mundo.

No entanto, um dos principais problemas é vivermos numa sociedade machista que trata a mulher como objeto, o homem como touro reprodutor e não discute uma política de entendimento transversal – homem e mulher – apenas reduz tudo a pecado, promiscuidade e silêncio.

O que revela uma grande hipocrisia que dificulta ainda mais a abertura de diálogo com a juventude, que sem orientação está entregue a falta de cuidados e ao prazer imediato.

Mas isso, também é só uma ponta do iceberg. Afinal, quantas mulheres casadas ou que estão namorando que nunca tiveram um orgasmo e não discutem isso com seu companheiro?

Quantas pessoas na terceira idade estão na solidão porque possuem vergonha de buscar um parceiro, que seja só para transar?

Quantos homens estão grilados porque sentiram prazer ao serem tocados na próstata?

Se começarmos a enumerar essa lista com certeza ela não terá fim. Sendo assim, o que dói mesmo é falta de diálogo, e sem ele continuaremos vivendo o presente com erros do passado sem projeção de futuro.

Iniciativa popular para fazer reforma política.


Post de origem ERB Informando e Educando

Em reunião com vice-presidente Michel Temer, o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, sugeriu o envio para o Congresso de um projeto de iniciativa popular, nos moldes da Lei da Ficha Limpa


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Além das ações contra as super-pensões dos ex-governadores, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, sugeriu o envio de um projeto de iniciativa popular para o Congresso propondo a reforma política. A ideia é repetir o que se deu com a Lei da Ficha Limpa, quando a pressão popular fez com que o Congresso, mesmo não querendo, acabasse aprovando a inelegibilidade de políticos que respondem a processo na Justiça. Para Ophir, a necessidade de uma reforma política é hoje uma das maiores preocupações da advocacia brasileira. O presidente da OAB reuniu-se na tarde de hoje (25) com o vice-presidente Michel Temer para discutir o tema.

“Temos, hoje, um sistema eleitoral injusto, que fere o princípio constitucional de que todo o poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido. A cada eleição, vemos deputados serem eleitos pelo voto proporcional com menos de mil votos, enquanto deputados que receberam 300 mil votos não se elegem. Isso é uma discrepância”, disse ele. Na reunião com Temer, Ophir detalhou as ideias iniciais da OAB sobre a reforma política.

Nos próximos dias 21 e 22 de fevereiro, a OAB debaterá em sessão plenária as ideias que resultaram do seminário “Reforma Política – um projeto para o Brasil”, realizado em novembro do ano passado. Sedimentados e definidos os temas que constarão do texto, a OAB formatará a proposta num projeto de iniciativa popular, e assinaturas começarão a ser colhidas para que ele seja enviado para o Congresso. Para tramitar, um projeto de iniciativa popular precisa ter, no mínimo, um milhão de assinaturas de apoio. “A OAB, a sociedade civil organizada e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral devem elaborar um projeto de lei de reforma política que estará pronto para ser apreciado e votado pelo Congresso em sua nova legislatura”, acredita Ophir.

Na sessão plenária, a OAB debaterá pontos como o fim do voto proporcional para deputado, o financiamento público de campanhas, a manutenção ou não da reeleição, a possibilidade de ampliação dos mandatos e o fim do senador suplente.