TV Cultura nas mãos do governo do PSDB: “Desmonte do patrimônio público”


Trabalhadores da TV Cultura em Assembléia, na greve de 2009

Post de origem Radialistas

É com desgosto que o povo paulista vê como sua TV Pública é tratada nas mãos de quem deveria ter a obrigação de zelar e não desmontar um patrimônio público. A demissão efetuada pela direção da TV Cultura, seguindo a linha de raciocínio do governo de Geraldo Alckmin, demonstra não só a debilidade conceitual, a respeito de uma TV Pública, mas também o descompromisso em fazer uma TV alternativa ao seguimento comercial que se apresenta com tão baixa qualidade. A tristeza desses 150 trabalhadores, por perder seus empregos, se soma a desesperança de termos uma TV Pública perdendo sua qualidade.
Os trabalhadores da Rádio e TV Cultura devem estar atentos. Ano após ano, os governos do PSDB no Estado de SP, já demonstraram inúmeras vezes que não tem compromisso nem com os trabalhadores, nem com o povo paulista. Por acreditarem que toda solução vem do “mercado”, não titubeiam em aplicar receitas conservadoras e neoliberais, no sentido de ajustar uma empresavocacionada para o lazer, a cultura,o ensino e o entretenimento de qualidade, para configuração de uma TV Pública sem qualidade. Por isso é imperativo que todos os trabalhadores, sejam eles jornalistas, radialistas, além de seu núcleo administrativo e artístico, se atentem ao seu único instrumento de defesa que é o Sindicato.

Somente um Sindicato classista e comprometido com essa visão de TV Pública, é que poderá liderar o combate a ser travado com quem tem apenas o interesse de atacar o conceito de TV Púlbica. O envolvimento da sociedade organizada e da população com os trabalhadores, é que poderá retroceder os ataques perpetrados e colocados em ação à emissora, no intuito de promover seu desmonte. A diretoria do Sindicato dos Radialistas, com a presença de seus diretores João e Sérgio Ipoldo, acompanham de perto as movimentações na emissora e de prontidão orientam todos os trabalhadores a se organizarem, pois somente a organização de classe é que pode combater, eficazmente, quem dilapida e destroi um patrimônio público como a TV Cultura.

LANÇAMENTO “POESIAS DE UM MUNDO LOUCO” -NEGO PANDA – 12/02/ – NOBEL-SARAU DAS OSTRAS



Elton Alexandre Pereira dos Santos conhecido como NP(Nego Panda) , filho de dona Alzira nascido em 12/02/1975 na zona leste da SP , crescido nas ruas da Vila Sonia bairro da   periferia de Praia Grande litoral do estado. “Iniciei minha trajetória como rapper aos 15 anos quando comecei a compor letras de rap” , integrante do grupo de rap Ruídos Negros, com 4 participações em coletânea e um disco solo entítulado “A escolha é sua” , membro da casa do poeta brasileiro de Praia Grande, coletivo de hip hop caiçara e coletivo pra somar hip hop de praia grande integrante e vocalista também do grupo Os Pícaros  e idealizador do Projeto Sarau das Ostras , 1°sarau periferico da região.
sobre o livro :

O livro “Poesias de um mundo louco” é um livro de poesias que retrata o cotidiano da periferia, um livro que fala da dor e sofrimento do povo da classe menos favorecida, um povo que muitas vezes é esquecido pelo poder público e que muitas vezes tende a cair na marginalidade, mas também de guerreiros da periferia que seguem seu dia a dia sem se deixar envolver.

De PG Notícias


“Lancei uma edição artesanal há alguns anos, mas é a primeira vez que lanço através de uma editora, com algumas poucas modificações. O legal é que este é o primeiro livro totalmente feito na Cidade. Foi escrito, diagramado e teve a capa idealizada por moradores de Praia Grande. A editora, Literata, também é daqui“, pontua o escritor, que atua como Agente da Dengue no Município.

Morador do Bairro Vila Sônia, Elton traz para Poesias de Um Mundo Louco” cenas comuns em bairros da periferia, seja em Praia Grande ou qualquer outra Cidade. Embora reflita sua vivência, o escritor afirma que não se trata de uma obra autobiográfica. “É um livro sobre o cotidiano das periferias, com suas alegrias e dores: descaso social, drogas, criminalidade. Tudo retratado sob a ótica da poesia. São poemas que se enquadram na literatura marginal ou de periferia, com estilo mais solto”.De seus primeiros contatos com as letras, através dos poemas que a mão Alzira escrevia, Elton optou pela arte da palavra para expressar suas opiniões e vivências. Suas primeiras experiências foram os roteiros de histórias em quadrinhos, que roteirizava e produzia com um grupo de amigos, ainda aos doze anos. Logo, encontrou na cultura hip hop o espaço que necessitava para expressar sua arte e opiniões: ingressou na dança e não demorou muito para passar a freqüentar rodas de rap, onde se tornou compositor. Desde então, foram dois grupos musicais em um dos quais, o Ruídos Negros, permanece até hoje. Paralelamente, Elton desenvolve a faceta lúdica de seu trabalho no grupo Os Pícaros, onde poesia, ritmos diversos e performances teatrais se unem em um imenso sarau de idéias.

Hoje, prestes a completar 36 anos, Elton entende que seu ingresso no universo da arte foi determinante para uma trajetória longe dos perigos das drogas e da criminalidade. “Tenho dois filhos, e procuro incutir os mesmos valores. Tento filtrar as atividades a que eles tem acesso. Eu busco soluções que creio serem as melhores não só para os meus filhos, mas para a maioria dos jovens que estão aí: busco ocupar a mente deles com coisas positivas, como música de qualidade, boas mensagens, cultura, educação. Acho que a solução para a violência e os problemas das periferias está em olharmos com mais atenção para as crianças e jovens que moram ali, protegê-los e orientá-los“.