Franco Rotelli: Ativismo pela saúde mental


E aí galera que acompanha a Rádio da Juventude, blz?

Através deste texto vamos apresentar para vocês a Franco Rotelli.

Importante organização que desenvolve um trabalho muito bacana na luta pela saúde mental.  Se liga aí!

 

A Franco Rotelli é uma Associação sem fins lucrativos que surgiu em 1.991, oriundo da discussão pela reforma psiquiatra que foi muita pautada no final da década de 1.980 na Baixada Santista, mas precisamente na cidade de Santos que abrigava a casa de amparo ao deficiente mental “Casa de Saúde Anchieta“, que foi uma casa que após diversas denúncias de maus tratos aos usuários foi fechada e incitou toda uma discussão referente à reforma psiquiatrica no Brasil.

Segundo a Psicóloga Janaina Costa pertencente da Associação, “a Franco Rotelli não é uma casa de atendimento ou acolhimento de usuários; nossa função social é auxiliar o atendimento do NAPS (núcleo de apoio psicossocial). Hoje um dos cinco NAPS da cidade de Santos atende cerca de 7.000 usuários inscritos, sendo 3.000 assíduos sobre uso de medicamentos, e com essa contribuição queremos proporcionar bem estar aos usuários. Por exemplo: cada caso é um caso, e precisamos trabalhá-los corretamente sem generalizar. Há um erro de entendimento ao pensar que o portador em sofrimento psíquico não tem tratamento, ou a pessoa não pode viver em sociedade. Primeiro ponto: a denominação “deficiência mental” abrange muitos aspectos de questão neurológica e física, é importante ter claro que o portador de deficiência mental tem questões neurológicas e físicas diferente do portador em sofrimento psíquico, que tem questões emocionais e psíquicas; segundo ponto: com tratamento (medicação e acompanhamento psicológico) adequado alguns usuários podem levar uma vida normal, por exemplo: existe um caso de um jovem que participa conosco das discussões de projetos, junto à direção.”

A Franco Rotelli possui um corpo técnico de profissionais qualificados para subsidiar o respaldo necessário para o NAPS, mas sua importância também está diretamente em ser uma célula de apoio que contribua na discussão de políticas públicas voltadas para a saúde mental, e também na elaboração de projetos. A Associação está com um projeto que tem o objetivo de promover atendimento e apoio psicológico aos usuários e às famílias, desenvolvendo também oficinas criativas de pintura, criação de histórias e música que segundo a Psicóloga Janaina Costa “tem um papel fundamental, porque essas atividades possibilitam aos usuários a se expressar e a estabelecer novos formas de se relacionar, de sentir, de olhar e perceber o mundo, o que contribui muito para melhorar a qualidade de vida dos usuários.”

É isso aí galera, hoje você conheceu o trabalho de um grupo importante que por vezes não tem visibilidade, mas que tem uma importância social providencial para a vida de muitas pessoas.

OBS: A Associação apenas presta serviço de orientação e encaminhamento às famílias.

End. Rua Alberto Bacará n: 34 sala 05, Boqueirão Santos S.P

Contato: (13) 32314508 ou (13) 81212608

Informalidade, preconceito e a precarização do trabalho


A grande concentração populacional dos centros urbanos reflexo da imigração, tem empurrado cada vez mais as pessoas para o mundo do trabalho informal, vendedores de balas, doces, canetas e até pedintes, estão espalhados pelas cidades brasileiras em semáforos,  coletivos,  estações de trem e pelas ruas.

É uma realidade nacional que se tornou comum infelizmente. Encarada pelos cientistas sociais como mais um fenômeno social urbano.

Mesmo sem consciência disso para manter a sobrevivência cada um se vira como pode. Mas, quem são essas pessoas? O que as levaram a essas condições?

São vítimas de um problema social ou querem dinheiro fácil?

E, o que pensam quem está na correria e pouco tempo tem para refletir sobre isso?

Ouça matéria na integra: duração 15 min e 31 seg

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