HOJE COMPLETA 47 ANOS QUE A DITADURA FOI INSTALADA NO BRASIL. ESQUECER NÃO É O CAMINHO!


Não podemos esquecer jamais que hoje completa 47 anos que a ditadura foi instalada, a constituição rasgada e em 20 anos que seguiram, morte e tortura mancharam a história deste país. E até hoje, há pessoas desaparecidas.

Os arquivos da ditadura nunca foram abertos, enquanto os carrascos continuam soltos gozando de aposentadorias à custa dos trabalhadores.

Hoje, há uma onda de querer vender a ideia de que não houve bandidos nem heróis, que foi uma guerra, mentira! Os militares atropelaram todos os direitos civis e fizeram tudo aquilo que esse Jair Bolsonáro é louco para fazer, só basta à gente ignorar o nosso passado.

Salve a todos que lutaram e morreram pelo país. Se hoje gozamos de alguma liberdade é devido os que lutaram e entregaram suas vidas.

Participe da campanha pela memória e pela verdade!

Abaixo-assinado pela abertura dos arquivos da ditadura clique aqui e assine.

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#Antiquário – Mercedes Sosa


Neste último sábado dia 26/03 o Programa Antiquário prestou uma homenagem a Mercedes Sosa. Saiba um pouco mais sobre essa mulher Latina incrível.

A Voz dos “sem voz”

Haydée Mercedes Sosa nasceu no dia 09 de julho de 1935 na cidade de San Miguel de Tucumán na Argentina. Mercedes Sosa tinha raízes na música folclórica argentina, Sosa se tornou uma das grandes expoentes do Movimento conhecido como “Nueva Canción”. Foi apelidada de La Negrapelos fãs devido à ascendência ameríndia (no exterior acreditava-se erroneamente que era devido a seus longos cabelos negros), Mercedes Sosa ficou conhecida como a voz dos “sem voz”.

La Negra nasceu no dia da Declaração da Independência da Argentina, e na mesma cidade onde foi assinada, Mercedes sempre foi patriota. Afirmou inúmeras vezes que “pátria só temos uma”. Foi também uma árdua defensora do Pan-americanismo e da integração dos povos da América Latina.

Inicio da Carreira

Em 1959 grava seu primeiro álbum, intitulado La voz de la zafra. Em seguida, uma performance no Festival Folclórico Nacional faz com que se torne conhecida entre os povos indígenas de seu país. Sosa e seu primeiro marido, Manuel Óscar Matus, com quem teve um filho, são peças chave no movimento musical da década de 1960 conhecido como nueva canción. Em 1965 lançou o aclamado Canciones con fundamiento, uma compilação de músicas folclóricas da Argentina. Em 1967 faz uma turnê pelos Estados Unidos e pela Europa e obtém êxito internacional. Em 1970 grava Cantata SudamericanaMujeres Argentinas com o compositor Ariel Ramirez e o letrista Felix Luna. Em1971 grava um tributo à cantora e compositora chilena Violeta Parra, ajudando a popularizar a canção “Gracias a la vida”. Mais tarde grava um álbum em homenagem a Atahualpa Yupanqui.

Nos anos seguintes, Sosa interpreta um vasto repertório de estilos latino-americanos, gravando tanto com artistas argentinos como León GiecoCharly GarcíaRodolfo MederosFito Páez, quanto com internacionais como Chico BuarqueMilton Nascimento,Caetano VelosoGal CostaStingAndrea BocelliLuciano PavarottiJoan BaezSilvio RodríguezPablo Milanés.

Ativismo e luta

Sua preocupação sociopolítica refletia-se no repertório que interpretava, tendo sido uma das grandes expoentes da Nueva canción, movimento musical com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas marcado por uma ideologia de rechaço ao imperialismo norte-americano, ao consumismo e às desigualdade sociais.

Após a ascensão da junta militar do general Jorge Videla, que depôs a presidente Isabelita Perón em 1976, a atmosfera na Argentina tornou-se cada vez mais opressiva. Sosa, que era uma conhecida ativista do peronismo de esquerda, foi revistada e presa no palco durante um concerto em La Plata em 1979, assim como seu público. Banida em seu próprio país, ela se refugiou em Paris e depois em Madri. Seu segundo marido morreu um pouco antes do exílio, em 1978.

Sosa retornou à Argentina em 1982, vários meses antes do colapso do regime ditatorial como resultado da fracassada guerra das Malvinas, e deu uma série de shows no Teatro Colón em Buenos Aires, onde convidou muitos colegas jovens para dividir o palco com ela. Um álbum duplo com as gravações dessas performances logo se tornou um sucesso de vendas. Nos anos seguintes, Sosa continuou a fazer turnês pela Argentina e pelo exterior, cantando em lugares como o Lincoln Center, o Carnegie Hall e o Teatro Mogador.O repertório de Sosa continuou a ampliar, tendo gravado um dueto com a sambista Beth Carvalho, intitulado “So le pido a Dios”, cada uma cantando em seu idioma. Em 1981gravou o sucesso “Años” com o cantor cearense Fagner. Seu último álbum, Cantora, traz duetos com artistas que são referência na música latino-americana.

Se vc quiser ouvir como foi este programa clique aqui que contou com Nilza Loschiavo cantando ao vivo

Vozes do Gueto: Comunicação Comunitária de responsa!


Segundo os teóricos,  a comunicação foi tão importante para a humanidade quanto a escrita. Pois foi por meio dela que o ser humano começou a desenvolver o processo de construção de significados, o que permitiu partilhar com outros indivíduos elementos de comportamento e de entendimento comum que garantisse a sobrevivência na terra.

Pensando a partir dessa análise podemos perceber o quanto a comunicação exerce um papel fundamental para contribuir com o desenvolvimento da sociedade. Infelizmente ao que parece está faltando comunicadores que possam exercer um papel responsável em produzir informação colaborativa para o bem estar social, hoje fazer comunicação é vender mercadoria, fazer espetáculo e por aí vai, quando não for pelego.

Mas, nem tudo está perdido, ainda existem comunicadores compromissados.

Confira a matéria a seguir e conheça um pouco sobre  o Mano Zé Elias Radialista Comunitário de responsa, apresentador do programa Vozes do Gueto.

[audio http://www.radiotube.org.br/upload/audio_anexo/65725c92ab.mp3]

Infância roubada. Hoje em torno de 4,8 milhões de crianças e adolescentes entre cinco e dezessete anos estão trabalhando no Brasil


Milhares de crianças deixam de ir a escola e ter seus direitos preservados devido a necessidade de terem que trabalhar desde a mais tenra idade, seja na lavoura, campo,  fábrica ou casas de família, e muitas delas sem receber remuneração alguma.

Hoje em torno de 4,8 milhões de crianças e adolescentes entre cinco e dezessete anos estão trabalhando no Brasil, desse total 1,2 milhões estão na faixa entre cinco e treze anos. Apesar de no Brasil o trabalho infantil ser considerado ilegal para crianças e adolescentes entre essa faixa etária, a realidade continua sendo outra.

Ouça  matéria

[audio http://www.radiotube.org.br/upload/audio_anexo/a50bb71cd6.mp3]

OBS: No dia 12 de junho é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. Frente esses dados alarmantes, a Rádio da Juventude está produzindo um Documentário de Rádio a respeito do trabalho infantil, essa  matéria é parte desta produção que ficará pronta até Junho, que visa servir de insumo para discutir essa realidade, tão banalizada infelizmente em nossa sociedade.

Música de caráter militante


Que tipo de música você ouve? Música para relaxar ou para militar?

Oras, mas o que a música tem a ver com militância?

Muita coisa pode acreditar! A relação entre ambas, sempre foi muito tênue, quando não, unha e carne.

Vários artistas utilizam ou utilizaram a música como ferramenta de manifesto.

Ouça  matéria a seguir e saiba mais a respeito deste romance revolucionário.

OBS: Caso o áudio carregar rapidamente provavelmente irá dar erro no arquivo e cortar a matéria pela metade, feche e abra a página novamente.

Hip Hop do Tarja Preta é a vanguarda da revolução feminina.


Na luta pela afirmação do papel da mulher na sociedade, o grupo de Hip Hop Tarja Preta (formado por duas mulheres) é a vanguarda da revolução feminina.

Numa sociedade machista o papel da mulher sempre foi colocado de forma secundária para não dizer inexistente. Desde a revolução feminina na década de sessenta, a condição da mulher na sociedade tem tido alguns avanços, isso comparado há algumas décadas antes onde a mulher não tinha nem o direito de opinar sobre a própria vida. No entanto, a mulher ainda ocupa posições na sociedade que estão aquém de uma igualdade de gênero.

No mercado de trabalho, por exemplo: os cargos oferecidos as mulheres são sempre aqueles quais os homens não se interessam, e quando assumem determinados cargos exercidos também pelos homens, os salários são quase sempre menores.

Lembrando que, é a primeira vez na história do país que temos uma mulher na Presidência da República, é um grande avanço neste sentido, mas também muito ainda precisa ser feito.

Mas, se depender de Joice (Preta Rara) e Jaqueline (Negra Jaque) integrantes do grupo de Hip Hop Tarja Preta da Baixada Santista, essa luta tem militância garantida através de suas músicas com letras de temáticas fortes, discutindo a questão da mulher negra e pobre na sociedade, além de assuntos relacionados à exclusão social e também ao próprio preconceito que elas sofreram no início da carreira em alguns shows de Hip Hop, por serem mulheres ocupando espaços antes tidos como espaços masculinos. Tanto que na baixada elas são umas das únicas representante femininas do gênero.

O grupo foi formado em 2007 e tem ganhado seu espaço no grito, com talento atitude e respeito, a música Falsa Abolição é uma critica inteligente, forte e muito realista a respeito da condição da mulher negra na sociedade hoje, ainda mais quando ela é oriunda de camadas periféricas da sociedade. A música também fala da reconstrução de nossos verdadeiros heróis, como Zumbi e Dandara, ao contrário do que ensinam na escola – princesa Isabel a boazinha.

A música tem uma frase que chega ser um grito de guerra: “Mulher inteligente não usa o corpo usa a mente” Que segundo elas “é inadmissível que as mulheres aceitem ritmos que denigrem sua imagem e sua condição. Músicas de duplo sentido colocam a mulher como objeto e temos que lutar contra isso.”

Ativistas também da Frente Nacional das Mulheres no Hip Hop, elas se preocupam com a mensagem que a música precisa levar as pessoas. E principalmente sobre o papel da mulher negra e periférica na sociedade, que precisa ser discutida constantemente.

Essa é a diferença que faz do grupo Tarja Preta um dos pioneiros na vanguarda da revolução feminina, sendo essas garotas duas autênticas revolucionárias que cumprem muito bem o seu papel contundente diante de uma sociedade machista.

Um salve a todas as mulheres que lutam dia a dia ocupando espaços e mostrando que a mulher sempre foi inteligente e guerreira e que seu papel na sociedade é muito mais que ficar a sombra de seres retrógrados e machistas.

Assista ao vídeo na rádio feira onde elas apavoraram!

Música Falsa abolição

Sobre a mulher negra

Manifestação estudantil: Colégio Margarida Pinho Rodrigues/Vila Margarida / Contra a onda de assaltos!


Aconteceu ontem, dia 23/03, às 19 horas, uma manifestação estudantil em frente ao Colégio Margarida Pinho Rodrigues, na Vila Margarida, em São Vicente. O movimento foi realizado em protesto aos seguidos assaltos que vem ocorrendo no colégio, nos quais assaltantes tem freqüentemente invadido e furtado objetos de valores pertencentes aos professores.

Há cerca de dois anos o colégio vem sofrendo estes ataques, sendo que os últimos têm ocorrido em plena luz do dia e durante o intervalo. Muitos alunos, inclusive, já foram assaltados na porta da escola.

Indignados com tal situação um grupo de estudantes do colégio resolveu se organizar e entrou em contato com o CES (Centro de estudantes de Santos) e com a Rádio da Juventude para dar  apoio e orientação no manifesto, já que estes vêm articulando manifestações contra o aumento dos coletivos na região.

A manifestação não foi permitida pela direção do colégio. No entanto, o grupo de estudantes conseguiu incitar os outros estudantes que chegavam para assistir aula a participar e reivindicar uma posição da direção em relação as medidas que serão tomadas ao ocorrido.

Segundo os alunos, todas as outras vezes que assaltaram a escola, no outro dia na frente da escola, lá estava uma viatura de polícia, um mês depois, ao voltar a tranqüilidade, a viatura não vem mais e  aí obviamente os assaltos retornam, ou seja, não se resolveu nada de fato.” Não dá mais, precisamos fazer alguma coisa!” Reclama em alto e bom som um aluno.

De acordo com Mano Zé Elias, Radialista da Rádio da Juventude e um dos fundadores do primeiro grêmio estudantil que um dia existiu no colégio, “É preciso que a direção se abra para o diálogo, envolver toda a comunidade, líderes do bairro e juntos pensarmos uma solução para resolver esse problema. Acabar com o grêmio e adotar uma compostura de cima para baixo é o que contribui para isso acontecer, pois essa política de afastamento é terrível! Deveria ser de aproximação.”

Os alunos disseram que levaram essas reivindicações à direção, mas de nada adiantou, pois, infelizmente, é a terceira direção em menos de um ano.

O colégio vive uma realidade caótica e, ao que parece, tem uma direção que não se abre ao dialogo, assumindo uma posição bastante retrógrada. Um dos professores, a princípio mais adepto a conversa, acabou  passando mal na hora, devido a pressão psicológica. Ele teve que ser socorrido, isso sem antes protestar: “todos estão de prova do que está ocorrendo, é culpa do Estado, ainda vou morrer por isso e por culpa do Estado”

Representantes do CES e da Rádio da Juventude conversaram com os alunos que organizaram o ato e se propuseram a contribuir no que for preciso. Tentaram também conversar com a Direção, mas foram barrados com a seguinte frase: ” De acordo com a lei, num caso como este, temos o direito de permanecer em silêncio”. E mesmo com negociação de que a ideia era apenas um bate papo pra construir uma solução junto, nada feito. Usaram da lei e se calaram, a impressão que fica é: ” quem cala consente e está devendo!”

Fora isso, ocorreu tudo certo. A polícia foi chamada e cumpriu seu protocolo, quase que invisível. A mídia gorda  compareceu, mas foi embora rapidamente.

O que ficou apontado pelo grupo que organizou foi fortalecer essa discussão e levar em frente com novos protestos para que essa realidade mude.

“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.” Che Guevara