Moção sobre Pinheirinho lida na 3ª Mostra de Teatro Olho da Rua – Santos (SP)


O manifesto sobre a invasão da polícia em Pinheirinho (São José dos Campos) foi lido na noite de sexta, dia 27/1/12, no Valongo (Santos), durante programação da 3ª Mostra de Teatro Olho da Rua, que tem a Rádio da Juventude como um dos parceiros.

SOMOS TODOS PINHEIRINHO!

Moção Pinheirinho – Mostra Olho da Rua – Santos.mp3

http://soundcloud.com/radiodajuventude/mo-o-pinheirinho-mostra-olho/download

Moção de Repúdio dos Trabalhadores da Cultura à Política do Coturno em Pinheirinho

De um lado, pelo menos 1.600 famílias que lutam pelo direito de morar no bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), ocupação que tem oito anos de existência. Do outro, mais de 2.000 policiais militares e civis cumprindo ordens da Justiça Estadual e da Prefeitura de São José dos Campos, em favor da massa falida da empresa Selecta, pertencente ao mega-especulador Naji Nahas.

Ainda que não houvesse outras circunstâncias agravantes no caso, já seria possível constatar que as instâncias dos poderes executivo e judiciário fizeram a opção, em Pinheirinho, pela lei que protege a especulação imobiliária, em detrimento do direito das pessoas à moradia.

Vence mais uma vez a política do coturno em prol do capital. De um lado, bombas, armas, gases, helicópteros, tropa de choque. Do outro, dois revólveres apreendidos. Não há notícia de que tenham sido usados. Uma praça de guerra é instalada – numa batalha em que um exército ataca civil.

Não há plano de realocação das famílias. As que não conseguiram ou não quiseram fugir, ou receberam dinheiro para passagens para outras cidades, ou estão sendo mantidas cercadas, com comida racionada, como num campo de concentração. A imprensa não pode entrar no local, não pode fazer entrevistas, e os hospitais da região não podem informar sobre mortos e feridos. O que se quer esconder?

O Governo do Estado lavou as mãos diante do caso, assim como o Superior Tribunal de Justiça. O Governo Federal tardou em agir. A chamada “função social da propriedade”, prevista na Constituição Brasileira, revelou-se assim como peça de ficção, justamente onde a ficção não deveria ser permitida.

Mais uma vez, o Estado assume o papel de “testa de ferro” para as estripulias financeiras da “selecta” casta de milionários e bilionários. A política do coturno em prol do capital vem ganhando espaço. Assim está acontecendo na higienização do bairro da Luz, em São Paulo , preparando-o para a especulação imobiliária; assim vem acontecendo na repressão ao movimento estudantil na USP, minando a resistência à privatização do ensino; assim acontece no campo brasileiro há tanto tempo, em defesa do agronegócio. Os exemplos se multiplicam. E não nos parece fato isolado que, hoje, a quase totalidade dos subprefeitos da cidade de São Paulo sejam coronéis da reserva da PM.

Nós, trabalhadores artistas, expressamos nosso repúdio veemente a esse tipo de política. Mais 1.600 famílias estão nas ruas: a lei foi cumprida. Para quem?

ENTIDADES E MOVIMENTOS PARTICIPANTES:

Avoa! Núcleo Artístico
Brava Cia de Teatro
Buraco d’Oráculo
Cia Antropofágica de Teatro
Cia Estável de Teatro
Cia Ocamorana de Teatro
Grupo Teatral Parlendas
Cia São Jorge de Variedades
Cooperativa Paulista de Teatro
Dolores Bocaaberta Mecatrônica
Estudo de Cena
Kiwi Companhia de Teatro
Movimento de Teatro de Rua
Movimento dos Trabalhadores da Cultura
Núcleo Pavanelli de Teatro de Rua e Circo
Roda do Fomento
Trupe Olho da Rua – Santos – SP
Karina Martins
Núcleo do 184
Trupe Sinhá Zózima
A Jaca Est
Grupo Redimunho de Teatro
Coletivo Núcleo 2
Juliana Rojas (Filme: Trabalhar Cansa)
Atuadoras
Rede Brasileira de Teatro de Rua

3ª Mostra de Teatro Olho da Rua!


Vem pra rua, vem! Começa a 3ª Mostra de Teatro Olho da Rua – Ocupando os espaços públicos. A mostra é realizada pela Trupe Olho da Rua, grupo de teatro de Santos. Veja a programação completa aqui. Também acontece o X Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua.

A Rádio da Juventude é parceira nessa iniciativa. Vamos ocupar as ruas com cultura!

Cinema & Anarquia


O Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri organiza a exibição dos curtas-documentários “Escolas Modernas” e “O sonho não acabou”, seguido de palestra com Zorel Batioti, miltante anarcopunk e professor da rede pública de ensino em Sorocaba, tratando do tema “Educação libertária”. Participem, tragam suas ideias, perguntas, propostas, fazamos juntos um NOVO MUNDO.

Será sábado, 10/12, a partir das 18 horas, na Cinemateca de Santos.

EDUCAR PARA LIBERTAR!

Domingão na Constituição!


Domingão na Constituição!

Domingão na Constituição!
23/10 – domingo – das 14 às 22 horas
Começa a construção de um novo espaço cultural alternativo e popular!!!

Casa da JOC – Rua da Constituição, 331 – Santos (próx. à Rua Sete de Setembro)
= Evento em prol do Intercâmbio Continental da JOC em SV – de 26 a 30 de setembro =

– Música boa
– Liberdade de expressão
– Luta social
– Vídeo-ataque
– Comes (opção vegana)
– Bebes
– Artesanato indígena
– Intervenção visual: Espaço Mira
– Banca Sebo Cultural
– Preços populares

Som com as bandas:
– The Janders (rock/brega)
– Chiapas Livre (rock)
– Em Chamas (rock)
– TxHxPx (rock)
– Tarja Preta (rap)
– Wattz 100 mil (rap)
– Fino Trato da Goiaba (mpb)
– Banda Lótus (mpb)
– Nóno Samba

Entrada Livre!
Pede-se a doação voluntária de um quilo de alimento não-perecível, para os indígenas da aldeia de Paranapuã

Realização:
Rádio da Juventude
JOC – Juventude Operária Católica

Apoio: D’Ozi Estúdios

Info: (13) 3029-7712
@radiojoc
face: Rádio da Juventude

4º Manifesto ekológico e kultural!


CONTRA O NOVO CÓDIGO (ANTI) FLORESTAL

APOIO ÀS COMUNIDADES INDÍGENAS DO LITORAL

PROGRAMAÇÃO CULTURAL :

POETAS /MÚSICOS /ARTISTAS POPULARES /RITUAL DOS ÍNDIOS GUARANI

Os Pícaros

Vicente Lapa

Chiapas Livre

ONG VERDE AMÉRICA, JD. QUIETUDE – PRAIA GRANDE

(Rua Principal) frente à sede da Associação de bairro
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REALIZAÇÃO

ONG VERDE AMÉRICA

APOIO

SINDICATOS DOS METALÚRGICOS, BANCÁRIOS E SERVIDORES

Roda de samba com “Nono Samba” e discotecagem com “Dj Caiaffo”


É isso aí,  galera… FESTA!!! 😀

Sábado, 1 de outubro · 16:00 – 21:00, vai rolar muito SAMBA DE RAÍZ com o grupo “Nono Samba”, formado tb por alunos da UNIFESP – Santos e discotecagem  com Dj Caiaffo, do “Futuráfrica Afrobraziliangrooves”.

Roda de samba com "Nono Samba"Organizada de forma autônoma, a festa objetiva contribuir com a construção do Seminário do Tribunal Popular da Terra, na Baixada Santista, onde será discutido as questões ambientais e indígenas, habitação, especulação imobiliaria e a reestruturação das cidades com a desculpa dos mega eventos e a exploração do Pré-sal.

Participe da festa e colabore com a construção do Seminário!

Sábado, 1 de outubro · 16:00 – 21:00
Local: CES – Centro dos Estudantes de Santos – Av. Ana Costa, 308 (ao lado do Extra)
Entrada: 5 reais + doação de alimento não perecível, roupa ou material escolar (para as tribos indígenas da Baixada Santista) com direito a uma cerveja ou refrigerante.

Evento no facebook:  http://www.facebook.com/event.php?eid=259080517464362

Até lá!!!

Consulta pública: Participe da construção de um novo marco regulatório para as comunicações brasileiras!


Fonte Intervozes

Entidades lançam plataforma para ouvir a sociedade sobre propostas para uma nova legislação da comunicação no país. Consulta está na internet até 7 de outubro.

A Constituição brasileira estabelece os princípios e regras mínimas que devem ser respeitadas pelos meios de comunicação de massa, ou seja, o rádio e a TV, que são concessões públicas. Por exemplo: não pode haver monopólio na mídia; as emissoras devem veicular programação regional e independente; a prioridade deve ser para conteúdos informativos e culturais; o país deve ter um forte sistema público de comunicação; o direito de resposta deve ser garantido; é vedada qualquer censura de natureza política e ideológica; etc

O problema é que até hoje a Constituição não é cumprida porque depende de leis específicas para isso. Ao mesmo tempo, as poucas leis que existem não são respeitadas ou estão ultrapassadas. Para se ter uma idéia, o Código Brasileiro de Telecomunicações é da década de 60, quando ainda assistíamos TV em preto e branco e internet era algo desconhecido.

Já passou da hora de mudarmos essa realidade e construirmos uma comunicação de fato democrática no Brasil, que garanta pluralidade, diversidade e liberdade de expressão para todos – não só para os donos da mídia. Em 2009, milhares de cidadãos e cidadãs brasileiras participaram da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que teve como uma de suas principais resoluções a afirmação da necessidade de um novo marco regulatório para as comunicações no nosso país.

De lá pra cá, considerando os debates da Confecom, movimentos populares e organizações da sociedade civil aumentaram a mobilização em prol de uma nova lei geral para o setor. Ao mesmo tempo, o governo federal elaborou um projeto, que ainda não foi tornado público, mas vem sendo discutido no Ministério das Comunicações.

Para incentivar que o conjunto da população participe deste debate, dizendo que mídia quer para o Brasil, diversas organizações que historicamente lutam pela democratização da comunicação lançaram uma consulta pública na internet. A idéia – partindo de uma proposta inicial, com princípios, objetivos e 20 diretrizes – é construir um conjunto de propostas da sociedade civil para a legislação de comunicação, ou seja, uma plataforma da sociedade civil para o novo marco regulatório, que depois será apresentada ao poder público.

A consulta pública fica aberta até 7 de outubro e qualquer pessoa pode dar suas contribuições. Um documento final será consolidado para lançamento no Dia Mundial da Democratização da Mídia, 18 de outubro.

Convidamos todos e todas então a participar deste processo! Sua opinião é fundamental para que a diversidade brasileira – regional, étnico-racial, de gênero, orientação sexual, classe etc – também esteja presente nesta plataforma da sociedade civil. Entre no site www.comunicacaodemocratica.org.br e contribua com a consulta pública por um novo marco regulatório das comunicações. Vamos juntos construir uma mídia plural e verdadeiramente democrática!

“Literatura, pão e poesia”


Post de origem Brasil de Fato

O poeta vira-lata, Sérgio Vaz, fala sobre literatura periférica, renúncia fiscal e o movimento dos trabalhadores da cultura

Aline Scarso,

Da redação

“Literatura, pão e poesia” é o mais novo livro de Sérgio Vaz, lançado no início de agosto no Teatro Cemur, no centro de Taboão da Serra, região metropolitana de São Paulo. Poeta e articulador cultural da periferia de São Paulo (SP), Sérgio Vaz é um escritor representante do movimento conhecido como literatura periférica, que trata do cotidiano da periferia das grandes cidades a partir da percepção de quem nela vive.

Auto-denominado poeta vira-lata, Vaz escreve desde os 15 anos, e também épioneiro na criação de saraus de literatura e poesia, como o Sarau da Cooperifa, que ocorre todas as quartas-feiras no Jardim Guarujá, zona sul da capital. A idéia do Sarau, que existe há 10 anos, é estimular os que estão à margem a utilizarem a arte para discutir e denunciar sua realidade.

Entrevistamos o autor para saber sobre sobre o livro. Vaz também falou sobre arte, literatura periférica, renúncia fiscal e o movimento dos trabalhadores da cultura. Confira.

Brasil de Fato – Qual sua intenção com o livro Literatura, pão e poesia?

Sérgio Vaz – É uma [expressão da minha] relação cotidiana com o meu bairro e com as pessoas que eu convivo. [A ideia é] levar um pouco de literatura, falando dessas pessoas, que eu conheço muito bem. É um livro da Global Editora, que faz parte da coleção Literatura Periférica. A ideia sempre foi escrever sobre meu cotidiano. Eu me considero um cronista do meu bairro. Então escrevo sobre o lugar onde vivo. Não acho que eu seja um escritor universal, escrevo sobre o que eu vejo na minha realidade.

Nesse livro você trabalha vários gêneros, é isso?  Além da poesia, o livro também traz crônicas e contos?

É, esse livro é uma mistureba. São algumas coisas que eu escrevi em alguns jornais, algumas revistas, têm crônicas, poesias inéditas, contos. Eu quis arriscar um pouco nessa área de crônicas, contos. É um livro mais ousado. Para mim, ele é muito ousado.

É o primeiro livro que você lança com prosa?

É, exatamente. É meu primeiro livro de prosa, de crônica, por isso estou com muita expectativa e temeroso para saber o retorno.

É difícil publicar e circular livros que tratam do marginalizado?

Eu acho que hoje o difícil é você escrever um livro. Com essa nova tecnologia [deimpressão], você pode fazer menos livros numa gráfica. O difícil mesmo é a distribuição, a circulação. E é difícil quem leia também. Esse país não é um país de leitores e não só na periferia, mas na classe média e na classe alta. É um país que não lê. O grande desafio da Cooperifa é fazer a formação de público para a leitura.

internet contribui para a circulação?

A tecnologia hoje é uma grande ferramenta para nós que somos da periferia. Eu, por exemplo, tenho meu blog, Twitter, Facebook. Então consigo me comunicar sem depender da mídia. Atinjo meu público independente disso.

Você acha que sua literatura serve também para transformar a realidade marginal, ou é um mais um retrato da vida na periferia?

Na literatura periférica, a primeira coisa que eu acho bacana é  opertencimento. Existe a literatura grega que é feita pelos gregos, a literatura romana que é feita pelos romanos, e existe a literatura periférica que é feita pelas pessoas que moram na periferia. E quando eu falo em formação do público, o primeiro livro que muita gente que mora na periferia vai ler será justamente esse livro que eu estou escrevendo ou o que outro cara da periferia escreveu. Então é uma transformação impactante na vida da pessoa porque não é o governo que está fazendo a pessoa ler, mas é uma pessoa do bairro dele, que está levando o livro na casa dele. E às vezes pode ser a entrada para a leitura de outros livros, dos grandes clássicos. Há uma importância grande nisso.

Num futuro próximo, você pensa na transformação dessa periferia ou você acha que ainda falta muito para essa realidade ser mudada?

Falta muito. Não será a literatura que vai salvar a periferia, mas o poder público atuante. A arte tem o poder de transformação pessoal, que pode fazer com que essas pessoas cobrem do poder público aquilo que é devido, aquilo que é pago em imposto, para que esse imposto retorne em benefícios. Não sou tolo de achar que a literatura pode salvar alguém nesse ponto. Eu acho que a literatura, a música, a arte de forma geral, ela transforma as pessoas em cidadãos. E são esses cidadãos que cobram do governo a postura para que ele faça com que a gente tenha esse benefício.

Como você vê essa atual lei de renúncia fiscal para empresas que patrocinam produtos ligados à cultura?

Eu acho que se muda alguma coisa para não se mudar coisa alguma. Na verdade, vão ser sempre os mesmos que vão receber esse dinheiro. Se uma empresa tem renúncia fiscal e aprova um projeto, mas se eu não for conhecido, ela não vai ter o retorno que quer. Então acaba aprovando os projetos dos mesmos, dos grandões. Eu acho que com o projeto aprovado, você poderia chegar em qualquer empresa. Aí sim acho que seria democrático. Agora, você tem um projeto aprovado por uma lei, só que isso não vai fazer com a empresa patrocine, não quer dizer nada. Uma pessoa conhecida como Maria Bethânia ou grandes cineastas, quando chegam [para requererem o patrocínio], conseguem mais fácil.

Você acha que, de alguma forma, essa lei acaba padronizando a produção da arte que é patrocinada?

Eu acho que não. Eu acho que a função do Estado é fomentar a cultura. É preciso ser mais democrático. Está na Constituição o direito à cultura, o direito à arte. Agora, cabe ao artista não ser enquadrado. Por isso meu trabalho é muito voltado para a dureza, para a criatividade. Para não ser enquadrado. O artista não pode ser enquadrado. E se ele for enquadrado, ele não é artista, né? Porque hoje tem artista que só faz [arte] quando tem a lei. Eu não vejo arte nisso. Acho importante o Estado patrocinar a arte, fomentar a cultura. Agora, se o governo não me dá dinheiro, eu não escrevo? O artista é aquele que é inquieto, é a última linha da sociedade. Quando ele se entrega e desiste é porque não resta mais nada.

Qual sua opinião sobre o atual movimento dos trabalhadores da cultura que recentemente ocuparam a Funarte (Fundação Nacional de Arte) e fizeram uma grande manifestação contra a arte como mercadoria?

É isso mesmo. O artista é esse. O artista tem que ser o cara que é incomodado, indignado. Ele tem que protestar. A arte não embala os adormecidos, ela desperta. Agora, se o artista não despertar, como ele vai despertar a pessoa que vê sua arte? Eu acho que as pessoas têm que protestar mesmo, têm que exigir do governo e do Estado a democracia na liberação das verbas.

Você participou da ocupação?

Eu não participei porque agora estou envolvido com o lançamento do meu livro e da mostra Cinema na Laje, mas eu sou um cara que apóio. Porque, veja bem, quando um grande artista não recebe dinheiro, ele vai num programa de televisão [se apresentar]. Ele fala no programa do Jô, ele vai aos grandes jornais. E tem repercussão. Para nós daqui da periferia é mais difícil. Se não é o Brasil de Fato, a Caros Amigos, ninguém fica sabendo [da nossa produção].

Por que você acha que isso acontece?

Acho que tem vários fatores. A periferia não era para protestar, não era para ter arte. Alguma coisa deu errado, né? Hoje tem mais de 50 saraus acontecendo. Nós temos três anos de Cinema na Laje. Nós passamos documentários como The Corporation (Mark Achbar e Jennifer Abbott/2004), passamos documentários como Zeitgeist (Peter Joseph/2007), passamos A Negação do Brasil (Joel Zito Araújo/2000), passamos documentários que jamais a nossa população iria ter acesso. E nesses mais de 50 saraus na periferia é onde as pessoas se apropriaram da literatura. Ou seja, para o status quo alguma coisa deu errado.

Era pra gente não ter boa literatura, era pra gente não ter boa educação, era pra gente não ter bom cinema. E a gente faz cinema e não passa O Homem Aranha, não passa nada de Hollywood. Alguma coisa deu errado dentro da concepção do Estado, da elite, né?

Por que essa auto-denominação de “poeta vira-lata”?

(Risos) Porque justamente eu passei o pior, né? Eu vejo sempre essas nomenclaturas, esses nomes pomposos da academia… e a idéia era desconstruir [isso] mesmo. O vira-lata é o cara que cata o lixo, que vira a lata né? (Risos).

Onde pode ser comprado o seu livro?

Bom, meu livro vai estar nas livrarias e na minha mochila. Podem encontrar também no Sarau da Cooperifa. O Sarau acontece toda a quarta-feira, ininterruptamente, a partir das 20h45, no bar do Zé Batidão (rua Bartolomeu dos Santos, 797, Jardim Guarujá, zona sul de São Paulo).

Cultura, teto e pão! Não especulação!


Baixada que exclui seus moradores

A Baixada Santista está vivendo um processo de exclusão social único na nossa história. Em nome de valores duvidosos, como o “progresso” e o “desenvolvimento”, a fim de atrair mais empresas e dinheiro, o preço de terrenos, casas e apartamentos está ficando cada vez mais alto. Isso tem feito com que fique ainda mais difícil comprar ou alugar uma casa.

Hoje, o jovem que mora com os pais e pretende se mudar tem como única opção ir para uma casa precária, em um bairro (ou cidade) mais afastado. Isso quando tem um bom emprego, já que na maioria das vezes ou não consegue trabalho, ou se submete à exploração de algum patrão ganancioso.

Enquanto isso, as prefeituras e câmaras da Região abrem as pernas para o capital e aprovam leis que favorecem a especulação. Como resultado, a cada dia vemos mais espigões, acessíveis somente a dois tipos de pessoas: de um lado, porteiros e domésticas (que usam o elevador de serviço) e, de outro, os endinheirados: empresários, presidentes de companhias, proprietários, e os próprios políticos.

Já os pobres, cada vez mais esmagados pelos grandes empreendimentos, seguem ocupando os cortiços, as favelas, guetos que só crescem, mas espertamente escondidos dos turistas tão adorados pelos governantes das nossas capitanias hereditárias.

Por isso dizemos um basta a esses exploradores, que a cada dia nos jogam para as margens das cidades.

A classe política, a serviço dos especuladores, dá as costas para o povo em forma de um Plano Diretor que, por exemplo, loteia regiões da área continental de Santos (que deveriam ser preservadas) para instalação de mais terminais de contêineres.

O fato é que inexistem políticas de habitação realmente popular na Baixada Santista, e as áreas que poderiam servir para isso vão, quase de mão beijada, a construtoras e grandes empresas. Enquanto isso, vem aí mais um pré-candidato a vereador e sua patotinha mostrar a indignação ensaiada de quem mora bem, mas diz saber os anseios do povo, e com seu discurso novelesco, fala a jornais e tevês em nome dos desfavorecidos…

 

MAS DESSA VEZ NÃO! NÓS PRÓPRIOS FAREMOS NOSSAS VOZES SEREM OUVIDAS!

 

Santos e as outras cidades da Baixada Santista não precisam crescer, já são ricas. É preciso dar oportunidade a seu povo, massacrado por uma educação deficiente, empregos precários, cultura artificial e custo de vida cada vez mais alto.

Dizemos não à especulação imobiliária, assim como a todo tipo de política em nome do “desenvolvimento”, que servirão apenas para excluir o povo cada vez mais excluído.

 

Cultura, teto e pão! Não especulação!


SARAU do CES (centro dos estudantes de santos) Traga sua poesia, sua revolução e sua alegria!


Venha curtir o Sarau do CES! Traga poemas, poesias, textos, textinhos e textículos. Músicas, sonetos, canções e violões. Violas, atabaques, flautas e flautins. Gaitas e guitarras…
Traga amados, amadas, poetas, músicos e boêmios. Mães, tias e filhos.

O Sarau do CES acontece logo após o som baixar, na Noite do Vinil. Tem Bar do CES também, angariando fundos e fundilhos para a casa e os trabalhadores árduos e incansáveis deste grandissíssimo evento!
(:

Todas as sextas-feira, Noite do Vinil a partir das 20h e Sarau a partir da 0h.

Av. Ana Costa, n.308 (ao lado do Extra)

Santos, Brazil
Para saber mais sobre o CES acesso o link  Blog do centro dos estudantes de santos