Mudamos de endereço!


Mudamos o endereço do nosso blog. Agora é:

radiodajuventude.radiolivre.org

Mas continuamos os mesmos: livres e classistas!

Anúncios

RepressãoNaPulga


Post de origem: Radiolivre.org

Rádio Pulga, 21 anos de rádio livre contra o dragão do Coronelismo Eletrônico!

Rio de Janeiro, 3 de outubro de 2011.

O que acontece quando pessoas começam a se conectar em torno a um transmissor de rádio, e nessa comunicação cultivam a autonomia e não reconhecem nenhuma hierarquia? Nenhuma voz tem mais peso, nem modelo de beleza, não há um conhecimento superior? O que se passa quando as trocas são humanas, não financeiras, e solidárias, não buscam lucro? Quando buscam apoiar e se comunicar com outros grupos sem aceitar a arbitrariedade das usurpações econômicas dominantes travestidas de Estado? Ligam-se a outros movimentos sociais autônomos que buscam libertar igualmente os espaços da economia, dos territórios, da vida?

Que caminhos se abrem quando este coletivo radiofônico toma como princípio a liberdade de experimentar, errar, ser feia, barulhenta, calada, liberdade de acelerar e de parar, de não ter rítmo? Não se trata de disputar com os meios de comunicação dominantes em seu próprio terreno, seguindo as regras do mesmo jogo de poder. Mas de eliminar todo tipo de propaganda de igrejas e ganâncias comerciais. Eliminar a censura e a edição centralizada. Permitir outros usos, onde quem escuta também pode falar, cantar, dialogar, deixar falar palavras pequenas. Permitir a diversidade de criação, criação em comunicação horizontal. E aí?

Vidas se renovam em uma rádio livre!

São experiências insuportáveis e perigosas para quem pruduz lucro e poder, operando a máquina da miséria da vida. E então, o que acontece?

Bem, nós vamos contar…

No dia 22 de setembro de 2011 funcionários da ANATEL invadiram a Rádio Pulga, alegando autorização do reitor para entrar na UFRJ. O equipamento estava desligado, descaracterizando a possibilidade de um flagrante. Diante da resistência de mais de 50 apoiador@s que se juntaram em frente à rádio, chamaram os Piratas Federais que, fortemente armados, faziam sinais ameaçadores com suas armas e algemas. Representantes da Defensoria Pública, ao chegar, ressaltaram que a lei que dava poder à ANATEL para fazer ações de busca e apreensão foi considerada inconstitucional pelo STF. Mesmo assim a ANATEL e a PF fizeram o roubo à mão armada do transmissor.

A rádio Pulga tem 21 anos de luta, é uma das rádios pioneras da prática de liberdade de expressão em ondas eletromagnéticas no Brasil. Durante todos esses anos vem garantindo o acesso livre, gratuíto e sem censura à produção radiofônica, à criatividade artística, ao debate democrático e à integração entre universidade e sociedade: conecta entre si e com o mundo as comunidades do centro do Rio de Janeiro como as ocupações urbanas, os camelôs, e quem mais desejar. Isso é possível porque não possui fins comerciais, não permite proselitismo de igrejas ou partidos e nem qualquer tipo de discriminação. Seus microfones e suas reuniões são abertas e tod@s podem participar da comunicação horizontal que faz as ondas voarem e a autogestão da rádio. Não tem programadores e ouvintes, diretores e dirigidos, todos podem tomar a palavra!

Não é ilegal, é super legal, é uma RÁDIO LIVRE!

A repressão à Pulga não foi isolada. Nas últimas semanas nossos irmãos da rádio Interferência, também na UFRJ, e da rádio Muda em Campinas foram atacados, mas felizmente conseguiram barrar o saque. A ANATEL vem fechando uma média de 60 rádios sem concessão por mês e, no Piauí, mais uma vez a repressão fez uma vítima fatal: ao saber da usurpação contra a rádio comunitária Verona, a líder comunitária Esmeralda Fernandes teve um ataque cardíaco e faleceu.

A ESMERALDA FERNANDES dedicamos este momento de luta!

O Coronelismo Eletrônico é o clientelismo entre o Estado e os grupos políticos e econômicos dominantes, num jogo de barganhas que garante a continuidade do monopólio dos meios de comunicação e suas oportunidades de lucro, poder e manipulação dos corações, mentes e sonhos dos nossos povos. Um terço dos senadores e mais de 10% dos deputados eleitos para o quadriênio de 2007 a 2010 controlam rádios ou televisões, contando-se aí apenas os que o declaram na maior cara de pau. Mas a tecnologia gera sucatas que fogem ao seu controle, e sempre estão surgindo milhares de rádios e TVs livres e comunitárias, emergindo um poder popular sobre os meios de comunicação.

A lei das rádios comunitárias, “conquista” de um setor do movimento de rádios comunitárias, acabou tornando-se um tiro no pé. As restrições para operar e as condições para se conseguir a concessão – o apadrinhamento político -, de um lado, e a repressão às rádios sem concessão, por outro, são a estratégia do Coronelismo Eletrônico para assumir o controle das rádios de baixa potência. A pesquisa de Venício de Lima prova que mais de 50% das rádios com concessão de “comunitária” pertencem a políticos. Isso é ilegal, como muitas outras irreguralidades dos grupos dominantes à luz de sua própria lei, mas isso a ANATEL não fiscaliza.

O Coronelismo acusa as rádios sem concessão política de causarem interferência nas telecomunicações. Usam um argumento técnico – geralmente falsificado – para camuflar um critério político. Para um transmissor gerar interferência é preciso que ele esteja mal regulado, sem filtros e tenha potência para isso. Quanto mais potente uma rádio, como no caso das rádios comerciais, maior a probabilidade de causar interferência. Se realmente o problema das rádios de baixa potência fosse a possibilidade de causar interferências, então o trabalho da ANATEL deveria ser o de auxiliar a população, sobretudo os grupos mais excluídos de recursos científicos e tecnológicos, na manutenção e garantia da qualidade técnica dos seus transmissores.

O Coronelismo gera a versão brasileira da Indústria Cultural que, para acumular poder, busca altos índices de audiência através da produção de um certo senso comum, suprimindo a crítica e a diversidade: o consumismo que faz rodar a fortuna da miséria, a paranóia que impulsiona a militarização e construção de fortificações urbanas, os modelos nazistas de beleza que facilitam desde a especulação urbana até o roubo de terras de quilombos e aldeias, o apagamento da memória e das tradições dos povos acoados pela colonização e o capitalismo. O que ele faz não é comunicação, é a difusão do poder e da exploração. As rádios livres, consideradas ilegais, permitem que a pluralidade se comunique e a vida comum floresça.

O medo dos coronéis é que possamos instaurar a bagunça em seus planos políticos e empreendimentos corporativos, como tem acontecido em Chiapas e Oaxaca, no México, e em tantas outras lutas que se valem da comunicação!

No dia 28 de julho a rádio Pulga deu uma resposta contundente à repressão. Ao som ora sem ritmo, ora carnavalesco de panelas e latas, à luz de cartazes e fantasias negras e coloridas, mais de cem pulgas pularam um carnaval anti-capitalista no centro do Rio de Janeiro, chamando a atenção contra as remoções de moradias populares e transmissores livres. Desfilaram ao meio dia do Largo São Francisco à sede da ANATEL no prédio da Bolsa de Valores na Praça XV. Mais tarde saltaram ao som de jazz uma noite de luta.

A rádio Pulga não foi fechada! Longa vida à rádio Pulga!

As guerrilhas da comunicação lutam a guerra das pulgas, e seu inimigo militar sofre as mesmas desvantagens que o cachorro: muito a defender e um inimigo muito pequeno a enfrentar. Se a guerra continua por tempo suficiente o cão sucumbe ao cansaço e à anemia, sem nunca ter encontrado qualquer coisa em que cravar suas mandíbulas ou que rasgar com suas garras.

Somos tod@s pulguent@s, pulg@s e pulguerrilheir@s!

A Pulga passa a palavra!

Domingão na Constituição!


Domingão na Constituição!

Domingão na Constituição!
23/10 – domingo – das 14 às 22 horas
Começa a construção de um novo espaço cultural alternativo e popular!!!

Casa da JOC – Rua da Constituição, 331 – Santos (próx. à Rua Sete de Setembro)
= Evento em prol do Intercâmbio Continental da JOC em SV – de 26 a 30 de setembro =

– Música boa
– Liberdade de expressão
– Luta social
– Vídeo-ataque
– Comes (opção vegana)
– Bebes
– Artesanato indígena
– Intervenção visual: Espaço Mira
– Banca Sebo Cultural
– Preços populares

Som com as bandas:
– The Janders (rock/brega)
– Chiapas Livre (rock)
– Em Chamas (rock)
– TxHxPx (rock)
– Tarja Preta (rap)
– Wattz 100 mil (rap)
– Fino Trato da Goiaba (mpb)
– Banda Lótus (mpb)
– Nóno Samba

Entrada Livre!
Pede-se a doação voluntária de um quilo de alimento não-perecível, para os indígenas da aldeia de Paranapuã

Realização:
Rádio da Juventude
JOC – Juventude Operária Católica

Apoio: D’Ozi Estúdios

Info: (13) 3029-7712
@radiojoc
face: Rádio da Juventude

Consulta pública: Participe da construção de um novo marco regulatório para as comunicações brasileiras!


Fonte Intervozes

Entidades lançam plataforma para ouvir a sociedade sobre propostas para uma nova legislação da comunicação no país. Consulta está na internet até 7 de outubro.

A Constituição brasileira estabelece os princípios e regras mínimas que devem ser respeitadas pelos meios de comunicação de massa, ou seja, o rádio e a TV, que são concessões públicas. Por exemplo: não pode haver monopólio na mídia; as emissoras devem veicular programação regional e independente; a prioridade deve ser para conteúdos informativos e culturais; o país deve ter um forte sistema público de comunicação; o direito de resposta deve ser garantido; é vedada qualquer censura de natureza política e ideológica; etc

O problema é que até hoje a Constituição não é cumprida porque depende de leis específicas para isso. Ao mesmo tempo, as poucas leis que existem não são respeitadas ou estão ultrapassadas. Para se ter uma idéia, o Código Brasileiro de Telecomunicações é da década de 60, quando ainda assistíamos TV em preto e branco e internet era algo desconhecido.

Já passou da hora de mudarmos essa realidade e construirmos uma comunicação de fato democrática no Brasil, que garanta pluralidade, diversidade e liberdade de expressão para todos – não só para os donos da mídia. Em 2009, milhares de cidadãos e cidadãs brasileiras participaram da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que teve como uma de suas principais resoluções a afirmação da necessidade de um novo marco regulatório para as comunicações no nosso país.

De lá pra cá, considerando os debates da Confecom, movimentos populares e organizações da sociedade civil aumentaram a mobilização em prol de uma nova lei geral para o setor. Ao mesmo tempo, o governo federal elaborou um projeto, que ainda não foi tornado público, mas vem sendo discutido no Ministério das Comunicações.

Para incentivar que o conjunto da população participe deste debate, dizendo que mídia quer para o Brasil, diversas organizações que historicamente lutam pela democratização da comunicação lançaram uma consulta pública na internet. A idéia – partindo de uma proposta inicial, com princípios, objetivos e 20 diretrizes – é construir um conjunto de propostas da sociedade civil para a legislação de comunicação, ou seja, uma plataforma da sociedade civil para o novo marco regulatório, que depois será apresentada ao poder público.

A consulta pública fica aberta até 7 de outubro e qualquer pessoa pode dar suas contribuições. Um documento final será consolidado para lançamento no Dia Mundial da Democratização da Mídia, 18 de outubro.

Convidamos todos e todas então a participar deste processo! Sua opinião é fundamental para que a diversidade brasileira – regional, étnico-racial, de gênero, orientação sexual, classe etc – também esteja presente nesta plataforma da sociedade civil. Entre no site www.comunicacaodemocratica.org.br e contribua com a consulta pública por um novo marco regulatório das comunicações. Vamos juntos construir uma mídia plural e verdadeiramente democrática!

O silêncio não pode mudar o mundo. Solidariedade com os meios de contrainformação


Fonte CMI
(A seguir texto do jornal de rua Ápatris e do meio de contrainformação independente Candia alternativa, sobre as ameaças contra a imprensa independente, motivadas pela última lei que remove o asilo universitário e a tentativa do Regime grego de suprimir o livre fluxo de idéias.) 
O Poder, como uma praga que elimina, contamina tudo o que toca, e a obediência, o pesadelo de qualquer carisma, virtude, verdade e liberdade, torna as pessoas escravas, e o homem uma máquina. (Shelley)

Mais uma vez o Indymedia de Atenas e outros meios de contrainformação são transformados em alvo do Estado. Com a promulgação da nova Lei de Educação Superior e a eliminação do asilo universitário, volta o ataque contra o Indymedia de Atenas, as ameaças e frenesis (através da cantilena já degenerada que “se cometem infrações penais pelo site”) de uma potencial invasão no campus acadêmico que abriga o servidor, pelos conhecidos fascistas-fachas do partido televisivo LAOS (que votaram a favor desta lei, recebendo as graças da Ministra), declarando em seu programa de televisão – um bazar televisivo de seus livros nacionalistas e conspirativos ? que: “a primeira coisa que vamos fazer agora que eliminou o asilo universitário é que entre a Polícia da Escola Politécnica Superior para desmantelar o Indymedia”.

A única coisa que eles merecem em resposta é que “quem ri por último ri melhor?. A questão não é se o Indymedia está em perigo ou não, mas que com métodos fascistas como este estamos correndo perigo como sociedade de começar a “medir nossas palavras” e ter cuidado com o que dizemos, então, se a nossa crítica afeta o Poder de alguns poucos e poderosos, corremos o risco de conseqüências imprevisíveis para a nossa liberdade individual.

Na verdade, este é o verdadeiro propósito da recente consulta do Ministro da “Justiça” M. Papaioannu e dos ex-promotores do Ministério Público Sanidás, Katsirodis e Tentes a respeito da extensão de levantar o anonimato das comunicações para os blogs e sites de opinião, bem como para delitos fora do campo criminal. A mensagem está enviada: “Cale a boca e baixe a cabeça, se não, a Lei está à espreita?.

Estamos chegando ao cúmulo da injustiça: quem cometeu uma injustiça o passa bomba, e aqueles que foram injustiçados, que certamente não queria cometer qualquer injustiça, são levados a indignação. Sua “democracia” em relação ao livre fluxo de idéias termina onde começa a prejudicar os interesses do Estado e dos patrões. Quando a informação fica fora de seu controle, se recorre à repressão direta ou indiretamente, para a delimitação desta “liberdade”. Uma limitação sistêmica, feita pelo Regime, que sempre entra em conflito com a liberdade exigida pelos rebeldes e os oprimidos de hoje.

Desde um ano e meio, vemos o strip-tease do Estado e a implementação das políticas neoliberais mais radicais, com o pretexto da crise econômica. O Estado se livrar de tudo, exceto a repressão, a sua roupa mais pessoal e preciosa. O Estado, que é baseado na repressão – em qualquer grau necessário para sua sobrevivência – determina o que é legal. Com base nas suas próprias leis pode legitimar o genocídio de seu próprio povo, se este está se rebelando contra ele, como foi visto nos distúrbios árabes recentes.

Estamos preparados para o que pode vir a acontecer, bem como para a ruptura definitiva com o sistema. Todos nós sabíamos que chegaria o momento em que a repressão do Estado atingiria o seu pico, mas não nos aterrorizam. Esbirros do governo, funcionários do império do dinheiro, podem destruir tudo, mas não conseguem convencer ninguém. Onde a inteligência é humilhada, as pessoas devem restaurar – começando com suas negações – pelo menos um pouco da dignidade da vida, frente à morte espiritual.

Já há alguns meses as pessoas levantaram-se do sofá, foram se reunir nas praças, os estudantes ocuparam as universidades, os trabalhadores estão se preparando para novas greves e o aumento do desemprego leva os jovens às ruas. Não temos medo de uma tentativa de silenciar um meio de informação, e se alguma coisa nos coloca em estado de alerta é o ataque constante que estamos recebendo a cada dia como sociedade, um ataque ao limitar os nossos direitos e de repressão a nível individual e coletivo. A sociedade que exige igualdade de direitos e de riqueza, uma sociedade em que o princípio da autoridade será abolido, tem o direito de não permitir qualquer ameaça ou intimidação, seja em nome de uma idéia, uma instituição ou de supostos interesses de todo o resto, e exatamente estes direitos são os que estamos defendendo.

E se nos tiram a voz, sempre haverá as palavras.

Solidariedade com o Indymedia Atenas e com todos os meios de contrainformação. Nossas vozes não podem ser encarceradas, a nossa palavra não pode ser suprimida!

Heraklion, Ilha de Creta, setembro de 2011.

Ápatris, Jornal cretense de rua

Candia Alternativa.info, Espaço de contrainformação independente, na Ilha de Creta

 http://apatris.info/
 http://candiaalternativa.info/

agência de notícias anarquistas-ana

O céu, que é perfeito,
andou jogando em seus olhos
o dom do infinito.

Humberto del Maestro

Mordaça: Anatel fecha 60 rádios em duas semanas


Post de origem Diário Liberdade

[Rodrigo Noel] Funcionários contam com ‘apoio’ de dois agentes da Polícia Federal fortemente armados e do reitor da UFRJ para confiscar transmissores da Rádio Pulga

 Se fosse possível resumir em apenas uma palavra o que tem sido esse primeiro ano de governo Dilma, usaríamos REPRESSÃO. No início da tarde de hoje recebemos o triste informe da invasão do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ por quatro funcionários da ANATEL para confiscar o transmissor da Rádio Pulga, um dos vários movimentos culturais e de divulgação de informação contra-hegemônica presente há mais de 20 anos na universidade. Os funcionários e agentes da PF não contavam sequer com autorização judicial, assim como ocorreu com a Rádio Interferência, que funcionava no campus da Praia Vermelha.

Apesar da solidariedade de diversos estudantes que estavam presentes no momento, a chegada de representantes da Defensoria Pública e representantes de entidades do movimento social, não foi possível evitar o confisco dos equipamentos da rádio. Essa foi mais uma ação de repressão da ANATEL à comunicação livre e popular que conta com mais de 60 emissoras fechadas em menos de 2 semanas, segundo Jerry de Oliveira, diretor executivo da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária-SP.

Há uma semana funcionários da Anatel tentaram o mesmo com a Rádio Muda, que funciona dentro da Unicamp, em Campinas-SP. Os estudantes usaram da boa criatividade e guardaram os transmissores ao perceberem a movimentação de agentes da PF pelo campus. Os homens, que chegaram em carro preto e vidros escuros, se negaram a fornecer o nome completo aos estudantes.

Aos amigos…

Essa mesma Anatel, que distribui uma série de benesses para as teles através do Plano Nacional de Banda Larga (que de larga não tem nada) e é tão complacente com as tarifas abusivas é a mesma que reinaugura a censura no Brasil ao impedir a comunicação popular e a liberdade de expressão.

A gestão do ministro Paulo Bernardo neste primeiro ano do governo Dilma tem se mostrado uma continuidade da política de repressão a comunicação popular e fechamento de rádios comunitárias Brasil adentro. Durante os dois mandatos de Lula fechou-se mais rádios até mesmo que no governo FHC, segundo dados do coletivo Intervozes.

Durante a ação na UFRJ ninguém foi preso. Até o momento nenhum integrante da Rádio Pulga foi indiciado e os equipamentos apreendidos foram levados para a Delegacia Fazendária da Polícia Federal no Rio, na Praça Mauá. Além de demonstrar toda solidariedade aos ativistas que lutam por uma comunicação mais democrática, precisamos denunciar esse tipo de ação repressora da Anatel.

Continua a ocupação do MST em Americana-SP


Post de origem Passa Palavra

Acampadas desde 06 de agosto, centenas de famílias continuam a resistir nas terras griladas pela Usina Esther no município de Americana, em São Paulo. Por Passa Palavra

Diversos apoiadores têm prestigiado a ocupação: militantes de outros movimentos sociais, como da fábrica ocupada Flaskô, do MTST; parlamentares; estudantes.

Alguns professores demonstraram seu apoio, como Maria Orlanda Pinassi, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Renata Gonçalves, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Em aula pública na ocupação, o professor Ariovaldo Umbelino de Oliveira, da Universidade de São Paulo (USP), afirmou, através de levantamentos de dados e pesquisas, que a Usina Esther utiliza as terras como se fosse dela, mas não dispõe de documentos capazes de provar o título de propriedade, pois as terras são devolutas. Isto significa que as famílias estão acampadas numa área pública federal que, inclusive, já teve parte das terras destinadas à Reforma Agrária, em 2006, com a regularização do Assentamento Milton Santos.

Na aula que foi acompanhada vivamente pelos acampados, Ariovaldo ainda afirmou que os documentos de reintegração de posse são procedimentos normais na justiça brasileira, ainda que nem sempre o judiciário julgue de forma plena, com toda a documentação, pois a maior parte dos cursos de Direito no Brasil não ensinam mais o Direito Agrário. Portanto nem sempre a autoridade, que está lá para julgar, teve toda a formação para tal, fazendo-o com os documentos que tenha em mãos, acreditando que estes sejam suficientes.

O professor ainda discutiu sobre a propriedade privada da terra e o porquê da persistente desigualdade na sociedade brasileira, ao mesmo tempo em que falou sobre o direito a terra. Também desmitificou os números de famílias assentadas nos governos de Lula, que longe dos 600 mil anunciados oficialmente, chegaram apenas a 158 mil famílias.

Apesar de ainda estarem no aguardo do possível despejo, as atividades no acampamento continuam, de acordo com a regional Campinas do MST:

No próximo sábado, 20-08, haverá o “Festival da Luta pela Terra” com uma intensa programação de atividades religiosas, políticas e culturais na ocupação. Pela manhã será realizada uma gincana e outras atividades de ciranda infantil com as cerca de 150 crianças sem terrinha. Na parte da tarde será realizado um Ato Ecumênico com a presença do Padre João Carlos da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e outros pastores e religiosos. E durante a noite teremos uma noite cultural com fogueira, quentão e a participação de diversos grupos culturais e artísticos. No domingo 21-08, acampados e assentados da região irão participar, em conjunto com a Pastoral da Terra, da 13ª Romaria das Terras e Águas de São Paulo que ocorrerá em Santo Antônio da Posse.