Santos: Tela Crítica – Sindicato dos Metalúrgicos


O Sindicato dos Metalúrgicos retoma seu projeto TELA CRÍTICA com apresentações de 2 documentários com temática referente ao TRABALHADOR, dia 30 de março às 19:00hs na Av. Ana Costa nº 55.

Serão apresentado os Curtas Metragens ILHAS DAS FLORES e MTST – DIREITOS ESQUECIDOS: MORADIA NA PERIFERIA.

Partindo do princípio que as diretrizes apresentadas nos filmes, nos dão margem para um amplo debate, faremos um bate papo, logo após as apresentações, dando voz e espaço ao pensar do público presente.

Sinopses:

ILHA DAS FLORES

Um filme de curta-metragem brasileiro, do gênero documentário, escrito e dirigido pelo cineasta Jorge Furtado em 1989, com produção da Casa de Cinema de Porto Alegre.

De forma ácida e com uma linguagem quase científica, o curta mostra como a economia gera relações desiguais entre os seres humanos. O próprio diretor já afirmou em entrevista que o texto do filme é inspirado em suas leituras de Kurt Vonnegut (“Almoço de Campeões”/ “Breakfast of Champions”) e nos filmes de Alain Resnais (“Meu Tio da América”/ “Mon Oncle d’Amérique”), entre outros.

O filme já foi acusado de “materialista” por ter, em uma de suas cartelas iniciais, a inscrição “Deus não existe”. No entanto, o crítico Jean-Claude Bernardet (em “O Cinema no século”, org. Ismail Xavier, Imago Editora, 1996) definiu Ilha das Flores como “um filme religioso” e a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) concedeu ao filme o Prêmio Margarida de Prata, como o “melhor filme brasileiro do ano” em 1990. Em 1995, Ilha das Flores foi eleito pela crítica européia como um dos 100 mais importantes curtas-metragens do século.

DIREITOS ESQUECIDOS: MORADIA NA PERIFERIA

Vídeo da Brigada de Guerrilha Cultural do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto de São Paulo. Faz um contraponto entre viver na favela, em condições precárias de higiene, habitação, transportes, lazer e segurança, e ocupar um terreno abandonado, lutando por moradia mais digna.

Produzido por uma rede de cineastas militantes, este vídeo foi exibido no dia 28 de dezembro de 2005, na Rede TV!, Canal 9 de São Paulo, por determinação judicial. O Ministério Público, junto com o Centro de Direitos Humanos e mais um conjunto de organizações, processou o programa do apresentador João Kleber, na Rede TV!, por ofensa, desrespeito e discriminação contra mulheres, idosos, homossexuais, crianças e deficientes físicos.

Vencido o processo, como punição a Justiça obrigou a emissora a exibir, no mesmo horário, um programa de contrapropaganda, que discutisse direitos humanos. Trata-se de um momento histórico na trajetória da TV brasileira: o movimento popular ocupa espaço gratuitamente numa emissora de televisão aberta, normalmente dominada pelos interesses do mercado, para reivindicar seus direitos.

Sugestão de uso: Indicado para todos os movimentos que militam pelas causas populares urbanas – grupos de sem-teto, desempregados, sindicatos e profissionais que defendem essas causas – advogados, arquitetos e engenheiros populares. Indicado também para os interessados em comunicação alternativa e popular e para entidades e grupos de defesa das minorias e dos direitos humanos.

Produção: Brigada de Guerrilha Cultural do MTST; 2005

Moção sobre Pinheirinho lida na 3ª Mostra de Teatro Olho da Rua – Santos (SP)


O manifesto sobre a invasão da polícia em Pinheirinho (São José dos Campos) foi lido na noite de sexta, dia 27/1/12, no Valongo (Santos), durante programação da 3ª Mostra de Teatro Olho da Rua, que tem a Rádio da Juventude como um dos parceiros.

SOMOS TODOS PINHEIRINHO!

Moção Pinheirinho – Mostra Olho da Rua – Santos.mp3

http://soundcloud.com/radiodajuventude/mo-o-pinheirinho-mostra-olho/download

Moção de Repúdio dos Trabalhadores da Cultura à Política do Coturno em Pinheirinho

De um lado, pelo menos 1.600 famílias que lutam pelo direito de morar no bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), ocupação que tem oito anos de existência. Do outro, mais de 2.000 policiais militares e civis cumprindo ordens da Justiça Estadual e da Prefeitura de São José dos Campos, em favor da massa falida da empresa Selecta, pertencente ao mega-especulador Naji Nahas.

Ainda que não houvesse outras circunstâncias agravantes no caso, já seria possível constatar que as instâncias dos poderes executivo e judiciário fizeram a opção, em Pinheirinho, pela lei que protege a especulação imobiliária, em detrimento do direito das pessoas à moradia.

Vence mais uma vez a política do coturno em prol do capital. De um lado, bombas, armas, gases, helicópteros, tropa de choque. Do outro, dois revólveres apreendidos. Não há notícia de que tenham sido usados. Uma praça de guerra é instalada – numa batalha em que um exército ataca civil.

Não há plano de realocação das famílias. As que não conseguiram ou não quiseram fugir, ou receberam dinheiro para passagens para outras cidades, ou estão sendo mantidas cercadas, com comida racionada, como num campo de concentração. A imprensa não pode entrar no local, não pode fazer entrevistas, e os hospitais da região não podem informar sobre mortos e feridos. O que se quer esconder?

O Governo do Estado lavou as mãos diante do caso, assim como o Superior Tribunal de Justiça. O Governo Federal tardou em agir. A chamada “função social da propriedade”, prevista na Constituição Brasileira, revelou-se assim como peça de ficção, justamente onde a ficção não deveria ser permitida.

Mais uma vez, o Estado assume o papel de “testa de ferro” para as estripulias financeiras da “selecta” casta de milionários e bilionários. A política do coturno em prol do capital vem ganhando espaço. Assim está acontecendo na higienização do bairro da Luz, em São Paulo , preparando-o para a especulação imobiliária; assim vem acontecendo na repressão ao movimento estudantil na USP, minando a resistência à privatização do ensino; assim acontece no campo brasileiro há tanto tempo, em defesa do agronegócio. Os exemplos se multiplicam. E não nos parece fato isolado que, hoje, a quase totalidade dos subprefeitos da cidade de São Paulo sejam coronéis da reserva da PM.

Nós, trabalhadores artistas, expressamos nosso repúdio veemente a esse tipo de política. Mais 1.600 famílias estão nas ruas: a lei foi cumprida. Para quem?

ENTIDADES E MOVIMENTOS PARTICIPANTES:

Avoa! Núcleo Artístico
Brava Cia de Teatro
Buraco d’Oráculo
Cia Antropofágica de Teatro
Cia Estável de Teatro
Cia Ocamorana de Teatro
Grupo Teatral Parlendas
Cia São Jorge de Variedades
Cooperativa Paulista de Teatro
Dolores Bocaaberta Mecatrônica
Estudo de Cena
Kiwi Companhia de Teatro
Movimento de Teatro de Rua
Movimento dos Trabalhadores da Cultura
Núcleo Pavanelli de Teatro de Rua e Circo
Roda do Fomento
Trupe Olho da Rua – Santos – SP
Karina Martins
Núcleo do 184
Trupe Sinhá Zózima
A Jaca Est
Grupo Redimunho de Teatro
Coletivo Núcleo 2
Juliana Rojas (Filme: Trabalhar Cansa)
Atuadoras
Rede Brasileira de Teatro de Rua

[Bertioga] Denúncia urgente


Post de Origem: União Campo, Cidade e Floresta

RECEBEMOS E-MAIL DE MORADORES DE BERTIOGA DENUNCIADO A AÇÃO DE ORGÃOS PÚBLICOS DAQUELE MUNICÍPIO, QUE COMO TODOS OS OUTROS, ADERIU À POLITICA DESENVOLVIMENTISTA DO GOVERNO FEDERAL (VIDE PAC) E DE GOVERNOS POPULISTAS SULAMERICANOS (VIDE IIRSA).

ESTA POLÍTICA, RACISTA, XENÓFOBA E FASCISTA TEM CAUSADO MORTE E SOFRIMENTO DE NOSSA CLASSE: INDÍGENAS, PESCADORAS/ES, CAMPONESAS/ES, RIBEIRINH@S, CATADORAS/ES, ARTESÃS/ÃOS, TRABALHADORAS/ES, ETC.

TEMOS DE DENUNCIAR E NOS ORGANIZAR PRA IMPEDIR O AVANÇO DO CAPITAL SOBRE NOSSAS CABEÇAS, LITERALMENTE…

Aqui fala de Bertioga

Os moradores de Vicente de Carvalho II, em estado de resistência frente a imposição contundente por parte da CDHU, em conversa com algumas das pessoas que participaram de uma estranha reunião fechada, para entrar tinha de apresentar convite com RG e CPF, onde compareceram Rachid, o diretor regional da cdhu e ex-prefeito de Bertioga, Andrea {acho…} advogada da CDHU, Maira, advogada representando a prefeitura, a promotora pública Rosana e seu escrivão e mais uns tantos técnicos e ah, a tv costa norte do já conhecido Zaidan. Segundo os moradores, todos em harmonia para que assinassem o têrmo de adesão, que se resume numa desocupação voluntária {voluntária na base da pressão}.

Após muitos assinarem {hoje arrependidos} o têrmo de adesão, os que não assinaram tomaram conhecimento das condições do têrmo:

Contestam os moradores, o não reconhecimento do direito de propriedade por posse traduzido na cláusula que os obriga a renunciar explicitamente, todos os seus direitos e os que possa vir a ter no bairro Vicente de Carvalho II e sem garantia de uma casa padrão CDHU

Estamos tentando com todo o nosso amadorismo em punho a produzir uma matéria em vídeo, amém

Ato contra o Genocídio do Povo Guarani Kaiowá


Ato contra o Genocídio do Povo Guarani Kaiowá

No dia 18 de novembro, o cacique Nisio Gomes, Guarani Kaiowá do acampamento tekohá Guaiviry, em Mato Grosso do Sul, foi morto por pistoleiros com três tiros de espingarda, diante de pessoas de seu grupo. Seu corpo foi jogado numa caminhonete, e ainda não se tem notícia do paradeiro dele e de dois adolescentes e uma criança, que continuam desaparecidos.

O trágico episódio ilustra o processo de genocídio do povo Guarani Kaiowá, que na reconquista de seus territórios enfrenta a ganância de grandes proprietários de terras e transnacionais do agronegócio. Esses setores, contando com a conivência do Estado brasileiro, estão promovendo um verdadeiro massacre desse povo, que vem sofrendo com exploração do trabalho, crianças desnutridas, drogatição, doenças, ameaças, espancamentos e mortes encomendadas. E no estado do Mato Grosso do Sul a situação é alarmante: matam-se mais indígenas lá do que em todo os estados do País juntos. E sem medo da Justiça.

Esse ato é para mostrar a solidariedade aos Guarani Kaiowá, e denunciar o genocídio desse povo que luta bravamente pela terra.

29 de novembro – 19 horas
Pátio da Cruz da PUC – São Paulo (SP) – MAPA


ABAIXO ASSINADO:
Pela apuração rigorosa das violências contra os Guarani Kaiowá de Guaiviry – ASSINE!

 

POR TERRA, TRABALHO E MORADIA! É HORA DE OCUPAR AS TERRAS CAMPO E TERRENOS NAS CIDADES, AS FÁBRICAS FECHADAS E FALIDAS.


  1. Nós do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), da fábrica sob o controle dos trabalhadores Flaskô e militantes sem terra de Campinas realizamos no dia 12 de novembro um encontro no qual discutimos a necessidade de nos articularmos e organizarmos nossa luta conjunta dirigida ao governo federal no sentido de apontar as desapropriações como medidas urgentes de nossa pauta de luta.

    A fábrica ocupada Flaskô está ocupada há 8 anos e os trabalhadores lutam para manter seus empregos. Têm sofrido diversos ataques por parte do governo e da justiça em função das dívidas deixadas pelos antigos patrões. Os trabalhadores têm mantido a fábrica aberta e em funcionamento, mas sob ataques cada dia maiores. Por isso é necessário que o governo desaproprie a fábrica e a coloque sob o controle dos trabalhadores. É necessário que o governo desaproprie o terreno onde se construiu a Vila Operária regularizando as moradias. É necessário que o governo desaproprie os galpões da F&aacute ;brica de Cultura e Esporte consolidando um verdadeiro centro cultural público e sob o controle dos trabalhadores da arte e cultura. A desapropriação é a forma de reaver o que os patrões não pagaram, garantido os empregos, as moradias e a cultura.

    Nas cidades, as ocupações Zumbi e Dandara do MTST mostram a disposição de luta dos trabalhadores por suas moradias, mas esbarram na falta de terrenos. É hora de acabar com a especulação imobiliária desapropriando terrenos para construção das moradias para as famílias. No campo é necessário desapropriar as terras para a reforma agrária popular e sob o controle dos trabalhadores.

    Tarefas urgentes estão  colocados para os trabalhadores da cidade e do campo:

    • No campo o governo não deu nenhum passo para a mínima aplicação da constituição desapropriando as terras para a reforma agrária e por entrar para a história como não tendo realizado nenhum assentamento no primeiro ano de governo.
    • Nas cidades as famílias não têm onde morar e pouco se fez no sentido de aplicar as leis, como o estatuto da cidade, que prevê a desapropriação de terras para a moradia de interesse social.
    • Na fábrica ocupada Flaskô os ataques se ampliam por parte do governo e nenhuma medida concreta é adota no sentido de salvar os empregos.
    • Nas fábricas prossegue o processo de ataques aos direitos, com terceirizações e fechamento de unidades produtivas, como resultado a internacionalização das empresas para os patrões ganharem milhões, tudo com dinheiro público do BNDES.
    • A criminalização dos trabalhadores na cidade e no campo a cada dia é maior. Não podemos aceitar as ameaças aos militantes, os processos criminais e, mais do que isso, os assassinatos que prosseguem.

    Por isso, e sabendo que é necessário construir a unidade na luta decidimos organizar um ato unitário em 08 de dezembro no MASP em São Paulo para apresentarmos nossa pauta de reivindicações.

    – Desapropriação já da fábrica ocupada Flaskô

    – Desapropriação já pelas moradias da acampamento Dandara e Zumbi.

    – Desapropriação já por reforma agrária da área da fazenda Boa Vista em Americana – SP

    – Não à criminalização dos Movimentos Sociais.

     

    LOCAL: MASP
    DATA: 08 DE DEZEMBRO às 9 horas
    Às 15 horas: Lançamento da Campanha Sem Teto Com vida

     

    Movimento das Fábricas Ocupadas
    Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
    MST (Regional Campinas)

     

URGENTE: Favela do Canão pede serviços públicos e recebe repressão policial.


URGENTE: Fechamento de avenida e confronto entre manifestantes e policiais na zona sul de São Paulo

Hoje, desde às 14 horas, um grupo de mais de 150 famílias, estão em embate com a polícia por manterem fechada uma das importantes avenidas da Zona Sul de São Paulo.

Os moradores da comunidade chamada de Favela do Canão exigem que as subprefeituras de MBoi Mirim e Campo Limpo, assumam a limpeza do córrego, retomem junto a comunidade a discussão da canalização do córrego do Freitas e instalem um semáforo na Av Cândido José Xavier (avenida que estão fechando) por conta do atropelamento de pessoas.

Até o momento não notícia sobre o número de presos e feridos mas a situação é tensa na medida em que, no início deste ano, um protesto similar levou presos oito moradores que também foram agredidos.

Local Av Cândido José Xavier (continuação da Av Agostinho Rubin que inicia na Estrada de Itapecerica, altura do número 3.350).

Contatos:

Batista (11) 8121-7357, Helena (11) 8711-1282 e André (11) 8983-0194

Comunidade Kaiowá Guarani sofre massacre na manhã desta sexta-feira (18)


Post de Origem: Cimi

Renato Santana
De Brasília

No início da manhã desta sexta-feira (18), por volta das 6h30, a comunidade Kaiowá Guarani do acampamento Tekoha Guaiviry, município de Amambaí, Mato Grosso do Sul, sofreu ataque de pistoleiros, cerca de 40, fortemente armados.

O massacre teve como alvo o cacique Nísio Gomes, 59 anos, (centro da foto) executado com tiros de calibre 12. Depois de morto, o corpo do indígena foi levado pelos pistoleiros – prática vista em outros massacres cometidos contra os Kaiowá Guarani no MS.

As informações são preliminares e transmitidas por integrantes da comunidade – em estado de choque. Devido ao nervosismo, não se sabe se além de Nísio outros indígenas foram mortos. Os relatos dão conta de que os pistoleiros sequestraram mais dois jovens e uma criança; por outro lado, apontam também para o assassinato de uma mulher e uma criança.

“Estavam todos de máscaras, com jaquetas escuras. Chegaram ao acampamento e pediram para todos irem para o chão. Portavam armas calibre 12”, disse um indígena da comunidade que presenciou o ataque e terá sua identidade preservada por motivos de segurança.

Conforme relato do indígena, o cacique foi executado com tiros na cabeça, no peito, nos braços e nas pernas. “Chegaram para matar nosso cacique”, afirmou. O filho de Nísio tentou impedir o assassinato do pai, segundo o indígena, e se atirou sobre um dos pistoleiros. Bateram no rapaz, mas ele não desistiu. Só o pararam com um tiro de borracha no peito.

Na frente do filho, executaram o pai. Cerca de dez indígenas permaneceram no acampamento. O restante fugiu para o mato e só se sabe de um rapaz ferido pelos tiros de borracha – disparados contra quem resistiu e contra quem estava atirado ao chão por ordem dos pistoleiros. Este não é o primeiro ataque sofrido pela comunidade, composta por cerca de 60 Kaiowá Guarani.

Decisão é de permanecer

Desde o dia 1º deste mês os indígenas ocupam um pedaço de terra entre as fazendas Chimarrão, Querência Nativa e Ouro Verde – instaladas em Território Indígena de ocupação tradicional dos Kaiowá.

A ação dos pistoleiros foi respaldada por cerca de uma dezena de caminhonetes – marcas Hilux e S-10 nas cores preta, vermelha e verde. Na caçamba de uma delas o corpo do cacique Nísio foi levado, bem como os outros sequestrados, estejam mortos ou vivos.

“O povo continua no acampamento, nós vamos morrer tudo aqui mesmo. Não vamos sair do nosso tekoha”, afirmou o indígena. Ele disse ainda que a comunidade deseja enterrar o cacique na terra pela qual a liderança lutou a vida inteira. “Ele está morto. Não é possível que tenha sobrevivido com tiros na cabeça e por todo o corpo”, lamentou.

A comunidade vivia na beira de uma Rodovia Estadual antes da ocupação do pedaço de terra no tekoha Kaiowá. O acampamento atacado fica na estrada entre os municípios de Amambaí e Ponta Porã, perto da fronteira entre Brasil e Paraguai.

Ameaças de morte na greve da Universidade Federal de Rondônia


Aos que não estão acostumados com os jargões amazônicos, a menção a “descer na enchente do rio”, ao qual o bilhete se refere, é uma referência clara ao hábito de se desovar cadáveres nos rios da região. Por Estêvão Rafael Fernandes [*]

greve_unirQuando achamos que a falta de bom senso e a impunidade chegaram a seu ápice, somos surpreendidos por mais descalabros.

Há pouco mais de 15 dias enviei a algumas pessoas um email (reproduzido aqui) rogando por apoio e buscando dar visibilidade a crise que se instaurou na Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Supus, ingenuamente, que aos poucos o Governo brasileiro e as instituições responsáveis (Polícia Federal, Ministério Público, Ministério da Educação, etc.) fossem, de alguma forma, se sensibilizar pelo que tem ocorrido em terras rondonienses. Ledo engano.

Nestes 15 dias nada mudou para melhor. Ao contrário, o pânico se instalou e se intensificou. Prova disso está em dois fatos ocorridos hoje.

Nesta tarde uma aluna de psicologia, membro do comando de greve dos estudantes, foi surpreendida na porta de sua casa por homens encapuzados que lhe [disseram que] em breve ela morreria.

Além disso, um bilhete anônimo foi colocado sob a porta de diversos laboratórios e departamentos com os dizeres:

“NÃO ADIANTA CANTAR VITÓRIA ANTES DO TEMPO. MUITA ÁGUA AINDA PODE ROLAR… SEGUE ALGUNS NOMES QUE PODEM DESCER NA ENCHENTE DO RIO”

Segue-se uma relação de nomes de alunos e professores (entre os quais, eu).

unir_greveAos que não estão acostumados com os jargões amazônicos, a menção a “descer na enchente do rio”, ao qual o bilhete se refere, é uma referência clara ao hábito de se desovar cadáveres nos rios da região.

Peço, portanto, aos colegas, que nos ajudem a dar visibilidade a esses episódios brutais. Os ânimos aqui andam acirrados e alguns alunos e professores têm sido seguidos e/ou ameaçados (alguns, inclusive, têm dormido em casas de amigos ou parentes, com medo do que possa ocorrer). Aos que tiverem contatos em OnGs, entidades acadêmicas ou no Governo, ou mesmo os que queiram manifestar seu apoio publicamente por meio de moções, toda a ajuda é bem-vinda. Por favor, reproduzam esses emails a suas respectivas listas.

Não peço a nenhuma entidade que se manifeste contra ou a favor do movimento grevista, mas a favor da transparência nas investigações e no comprometimento do Governo brasileiro de que a segurança das pessoas que vem sendo ameaçadas seja garantida.

Como sempre, agradeço pela ajuda.

[*] Prof. Estêvão Rafael Fernandes
Chefe do Departamento de C. Sociais
Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
Coordenador do Observatório de Direitos Humanos de Rondônia (CENHPRE/UNIR)
Porto Velho, RO, Brasil

latuff

Mais informações, acompanhe: http://comandodegreveunir.blogspot.com/

BASTA! VAMOS DIZER NÃO À TORPE USINA DE BELO MONTE!!


Belo Monte, ou um Feio Monstro?

O Governo Federal estabeleceu para si mesmo que 2011 seria o ano limite para início da instalação da usina de Belo Monte no rio Xingu.

Simbolicamente a ex-militante, ex-‘subversiva‘, ex-torturada, ex-idealista, mas o importante é o que ela se tornou, Dilma Rousseff recebeu numa pomposa cerimônia militar a insígnia de Grã-Mestra da Ordem do Mérito da Defesa, manteve os altos investimentos que sugam as Forças Armadas. Qual a relação deste fato com a questão Belo Monte?

A presidente Dilma repete os gestos que tanto marcaram seu período à frente da Casa Civil, controla com mãos de ferro (da mineração) o rumo do país exatamente rumo ao velho sonho desenvolvimentista da Ditadura Militar, falsos patriotas vendidos aos EUA (apesar de incapazes de admití-lo) da chamada integração nacional (“entregação” o país nas mãos do empresariado paulista e dos latifundiários sulistas) e da integração regional sul-americana sob as mãos do sub-imperialismo brasileiro, anunciando a vitória do modelo exportador de matéria-prima em total subserviências aos interesses do capital internacional.

Assim, insiste no modelo energético que destrói os rios amazônicos, impulsionando desastres sociais e ambientais, em nome de um suposto progresso que só pode atender às classes dominantes e o abastecimento das regiões Sul e Sudeste industrializadas.Dilma representa o próprio PAC, foi Ministra de Minas e Energia e está diretamente atrelada ao setor, amplia o modelo de uso do recurso público para fins privados via empréstimos do BNDES que são verdadeiras doações para benefício de pequenos grupos de empreendedores que multiplicam suas fortunas da noite pro dia, ousando até mesmo disputarem o ranking das maiores fortunas do mundo, num país com tanta miséria e exploração do trabalho. Ousam fazer isto às custas de termos um país com uma das maiores taxações tributárias do mundo e que por outro lado vive com a saúde e a educação mergulhadas no caos. Arrancando-nos o dinheiro dos suados impostos e da aposentadoria de nossos veneráveis anciãos para alimentar a fortuna desta cambada mais sem-vergonha do mundo, que é liderada pelo bilionário Eike Batista, o qual começou a fazer fortuna associando-se a garimperios da Amazônia (não à toa é filho de Eliezer Batista, ex-Ministro de Minas e Energia e ex-presidente da Vale do Rio Doce – Tráfico de Influência? Informações Privilegiadas?).

Mais uma vez ouvimos a mesma ladainha sobre o crescimento do país, e sempre é o povo que paga a conta do tal fermento para o bolo, para depois nos servirem apenas com migalhas. Quando falamos em relação à usina Belo Monte, nos deparamos com uma situação ainda mais dramática, pois estamos nos referindo a um rio grandioso em sua sócio-biodiversidade, gravemente ameaçado em sua fauna, flora, equilíbrio ecológico e culturas humanas milenares que encontraram aí expressão única no mundo. Esta usina põe em risco de extinção espécies inteiras, algumas endêmicas à bacia do Xingu. Coloca em risco modos de vida tradicionais e as culturas de nações originárias e diversas, que são a maior riqueza da humanidade, colocando em xeque a sua sobrevivência. Um rio Xingu que já sofre com o assoreamento, pisoteio e envenenamento de suas nascentes e afluentes, cortados pelos latifúndios do agro-negócio que já cercou todo o entorno das Terras Indígenas do Mato Grosso promovendo o modelo da terra arrasada.

Frente a isto, a aprovação e a construção da hidrelétrica de Belo Monte seria uma sentença de morte declarada friamente por burocratas que à distância decidem sobre as vidas das pessoas e dos seres que dele vivem e que não têm qualquer necessidade e enm terão quaisquer benefícios com um mega-empreendimento sobre o qual foram completamente alijados de tomar parte na decisão, em contrariedade com direitos nacionais e internacionais, e com qualquer forma com a qual se possa entender a palavra democracia. A Funai, órgão federal teoricamente responsável pela proteção dos direitos indígenas divulgou uma nota dando-se por satisfeita com o fato de que interveio no sentido tão somente de que as Terras Indígenas não seriam diretamente inundadas, o que está sendo somente anunciado, e ignorando recomendações e pareceres elaborados por seus próprios técnicos e ludibriando os indígenas ao transformar reuniões que foram anunciadas como apenas para esclarecimento, e posteriormente validando-as unilateralmente como audiências, as chamadas “oitivas indígenas”, que com este golpe baixo foram vergonhosamente “legitimadas” e dadas como realizadas. Já o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente se tornaram verdadeiras fábricas de licenciamento das obras do PAC sob o comando da então chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, e hoje, para nossa desolação, presidente da república. O próprio local de construção é emblemático, justamente as corredeiras da Volta Grande do Xingu, que serviram no passado de barreira para a defesa dos povos indígenas em relação aos invasores europeus e euro-brasileiros, e que se apresenta como um marco divisor entre dois ambientes bastante distintos em suas características e na composição de espécies. Este local, se fosse inundado, sujeitaria estas disferentes espécies a disputarem nichos ecológicos completamente novos destruindo o ponto de equilíbrio ecológico alcançado ao longo de milênios provocando um verdadeiro caos que ameaça todo o eco-sistema. O PT, portanto, posando de representante do povo, exerce tragicamente uma opressão a qual não tem encontrado oposição à altura, e desta forma tem realizado feitos rumo ao triunfo do grande capital que são de causar inveja à chamada direita e à extrema-direita. Feitos que em seus governos não conseguiram realizar. Estamos assistindo o mesmo velho autoritarismo apresentado agora numa nova embalagem: primeiro ante a produção de um maquiado líder carismático, sorridente, que veio do povo (a mídia pode tornar qualquer tralha em líder carismático) e depois na produção de uma herdeira natural, maior cargo de confiança do governo, que além de tudo seria a primeira mulher presidente do país, e toda essa tagarelice.

Vivemos uma ditadura da mídia, da burocracia, das leis que só são obrigados a cumprir a classe trabalhadora e os marginalizados. Enquanto isto, utilizam-se do velho Pão e Circo, distribuindo bolsas-migalha e bombardeando com reality shows, telenovelas, programas de auditório, jornais que se expremer sai sangue e toda forma de lixo cultural, direto na mente do pobre trabalhador.

JÁ BASTA! VAMOS DIZER NÃO À TORPE USINA DE BELO MONTE!!

Jaguanharõ

Código Florestal. O que se esconde por trás dessa discussão do código florestal e a mídia convencional não tem interesse em esclarecer.


Apresentado pelo relator e deputado Aldo Rebelo do (PCdoB).

As mudanças no código irão atender diretamente as grandes corporações do agronegócio, suprimindo de vez os pequenos agricultores que são responsáveis por 70% de todos os alimentos que vão para a mesa dos brasileiros. E essa competição desleal irá obrigar o pequeno agricultor a deixar suas terras e imigrar em busca de trabalho.

O que já tem acontecido porque agronegócio escraviza milhares de trabalhadores no campo.

Segundo do Ministério Público do Trabalho de 2011, estima-se em 20 mil o número de trabalhadores e trabalhadoras mantidos em condições análogas a de escravos e escravas no país. Destes, 80% atuam na agricultura e 17%, na pecuária.

Com isso, milhares de pessoas ainda são submetidas a trabalho forçado e a condições degradantes no campo e na cidade.

As culturas da cana, soja e algodão, a pecuária, as carvoarias e o desmatamento da Floresta Amazônica são as atividades preferidas desses exploradores do trabalho e da terra.

O pacote tecnológico aplicado nas monoculturas levou o Brasil a ser o maior mercado de agrotóxicos do mundo. Entre as culturas que mais os utilizam está à soja, o milho, a cana, o algodão e os citros.

Lembrando como já citado que 70 % dos alimentos que chegam a mesa dos brasileiros vem dos pequenos agriculturos e já possuem agrotóxicos, agora imaginem nas mãos da grande industria? Sem contar os transgênicos que irão entrar com força total nessa jogada.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), já alertou que as populações indígenas e quilombolas são as que mais sofrem com a insegurança alimentar e nutricional. A demora na demarcação das terras indígenas e quilombolas, prejudica o direito a alimentação adequada. “Verifica-se que a morosidade para a demarcação das terras indígenas tem impactado negativamente a realização do direito humano à alimentação adequada dos povos indígenas, desrespeitando a forte vinculação entre o acesso a terra e a preservação dos hábitos culturais e alimentares desses povos”,

Mas essas demarcações se arrastam porque os grileiros, ou melhor, os falsificadores de documentos para desmatar e explorar a terra, e depois que ela se torna improdutiva, eles migram para outras. A grilagem de terras existe em virtude de especulação imobiliária, venda de madeiras e lavagem de dinheiro.

Estima-se no Brasil que 70% das terras pertençam aos governos federal e estadual, são terras destinadas para assentamentos, reservas indígenas, reservas ambientais, áreas militares e unidades de conservação.

Em poucas palavras. Imagine viver num mundo, onde você não tenha o direito de plantar. Onde todos os alimentos produzidos são controlados por um único grupo, eles decidem o que você come e o preço que você paga.

Bem vindos.

Esse é o mundo do agronegócio e o código florestal  é a porta aberta pra isso!