POR TERRA, TRABALHO E MORADIA! É HORA DE OCUPAR AS TERRAS CAMPO E TERRENOS NAS CIDADES, AS FÁBRICAS FECHADAS E FALIDAS.


  1. Nós do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), da fábrica sob o controle dos trabalhadores Flaskô e militantes sem terra de Campinas realizamos no dia 12 de novembro um encontro no qual discutimos a necessidade de nos articularmos e organizarmos nossa luta conjunta dirigida ao governo federal no sentido de apontar as desapropriações como medidas urgentes de nossa pauta de luta.

    A fábrica ocupada Flaskô está ocupada há 8 anos e os trabalhadores lutam para manter seus empregos. Têm sofrido diversos ataques por parte do governo e da justiça em função das dívidas deixadas pelos antigos patrões. Os trabalhadores têm mantido a fábrica aberta e em funcionamento, mas sob ataques cada dia maiores. Por isso é necessário que o governo desaproprie a fábrica e a coloque sob o controle dos trabalhadores. É necessário que o governo desaproprie o terreno onde se construiu a Vila Operária regularizando as moradias. É necessário que o governo desaproprie os galpões da F&aacute ;brica de Cultura e Esporte consolidando um verdadeiro centro cultural público e sob o controle dos trabalhadores da arte e cultura. A desapropriação é a forma de reaver o que os patrões não pagaram, garantido os empregos, as moradias e a cultura.

    Nas cidades, as ocupações Zumbi e Dandara do MTST mostram a disposição de luta dos trabalhadores por suas moradias, mas esbarram na falta de terrenos. É hora de acabar com a especulação imobiliária desapropriando terrenos para construção das moradias para as famílias. No campo é necessário desapropriar as terras para a reforma agrária popular e sob o controle dos trabalhadores.

    Tarefas urgentes estão  colocados para os trabalhadores da cidade e do campo:

    • No campo o governo não deu nenhum passo para a mínima aplicação da constituição desapropriando as terras para a reforma agrária e por entrar para a história como não tendo realizado nenhum assentamento no primeiro ano de governo.
    • Nas cidades as famílias não têm onde morar e pouco se fez no sentido de aplicar as leis, como o estatuto da cidade, que prevê a desapropriação de terras para a moradia de interesse social.
    • Na fábrica ocupada Flaskô os ataques se ampliam por parte do governo e nenhuma medida concreta é adota no sentido de salvar os empregos.
    • Nas fábricas prossegue o processo de ataques aos direitos, com terceirizações e fechamento de unidades produtivas, como resultado a internacionalização das empresas para os patrões ganharem milhões, tudo com dinheiro público do BNDES.
    • A criminalização dos trabalhadores na cidade e no campo a cada dia é maior. Não podemos aceitar as ameaças aos militantes, os processos criminais e, mais do que isso, os assassinatos que prosseguem.

    Por isso, e sabendo que é necessário construir a unidade na luta decidimos organizar um ato unitário em 08 de dezembro no MASP em São Paulo para apresentarmos nossa pauta de reivindicações.

    – Desapropriação já da fábrica ocupada Flaskô

    – Desapropriação já pelas moradias da acampamento Dandara e Zumbi.

    – Desapropriação já por reforma agrária da área da fazenda Boa Vista em Americana – SP

    – Não à criminalização dos Movimentos Sociais.

     

    LOCAL: MASP
    DATA: 08 DE DEZEMBRO às 9 horas
    Às 15 horas: Lançamento da Campanha Sem Teto Com vida

     

    Movimento das Fábricas Ocupadas
    Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
    MST (Regional Campinas)

     

Comunidade Kaiowá Guarani sofre massacre na manhã desta sexta-feira (18)


Post de Origem: Cimi

Renato Santana
De Brasília

No início da manhã desta sexta-feira (18), por volta das 6h30, a comunidade Kaiowá Guarani do acampamento Tekoha Guaiviry, município de Amambaí, Mato Grosso do Sul, sofreu ataque de pistoleiros, cerca de 40, fortemente armados.

O massacre teve como alvo o cacique Nísio Gomes, 59 anos, (centro da foto) executado com tiros de calibre 12. Depois de morto, o corpo do indígena foi levado pelos pistoleiros – prática vista em outros massacres cometidos contra os Kaiowá Guarani no MS.

As informações são preliminares e transmitidas por integrantes da comunidade – em estado de choque. Devido ao nervosismo, não se sabe se além de Nísio outros indígenas foram mortos. Os relatos dão conta de que os pistoleiros sequestraram mais dois jovens e uma criança; por outro lado, apontam também para o assassinato de uma mulher e uma criança.

“Estavam todos de máscaras, com jaquetas escuras. Chegaram ao acampamento e pediram para todos irem para o chão. Portavam armas calibre 12”, disse um indígena da comunidade que presenciou o ataque e terá sua identidade preservada por motivos de segurança.

Conforme relato do indígena, o cacique foi executado com tiros na cabeça, no peito, nos braços e nas pernas. “Chegaram para matar nosso cacique”, afirmou. O filho de Nísio tentou impedir o assassinato do pai, segundo o indígena, e se atirou sobre um dos pistoleiros. Bateram no rapaz, mas ele não desistiu. Só o pararam com um tiro de borracha no peito.

Na frente do filho, executaram o pai. Cerca de dez indígenas permaneceram no acampamento. O restante fugiu para o mato e só se sabe de um rapaz ferido pelos tiros de borracha – disparados contra quem resistiu e contra quem estava atirado ao chão por ordem dos pistoleiros. Este não é o primeiro ataque sofrido pela comunidade, composta por cerca de 60 Kaiowá Guarani.

Decisão é de permanecer

Desde o dia 1º deste mês os indígenas ocupam um pedaço de terra entre as fazendas Chimarrão, Querência Nativa e Ouro Verde – instaladas em Território Indígena de ocupação tradicional dos Kaiowá.

A ação dos pistoleiros foi respaldada por cerca de uma dezena de caminhonetes – marcas Hilux e S-10 nas cores preta, vermelha e verde. Na caçamba de uma delas o corpo do cacique Nísio foi levado, bem como os outros sequestrados, estejam mortos ou vivos.

“O povo continua no acampamento, nós vamos morrer tudo aqui mesmo. Não vamos sair do nosso tekoha”, afirmou o indígena. Ele disse ainda que a comunidade deseja enterrar o cacique na terra pela qual a liderança lutou a vida inteira. “Ele está morto. Não é possível que tenha sobrevivido com tiros na cabeça e por todo o corpo”, lamentou.

A comunidade vivia na beira de uma Rodovia Estadual antes da ocupação do pedaço de terra no tekoha Kaiowá. O acampamento atacado fica na estrada entre os municípios de Amambaí e Ponta Porã, perto da fronteira entre Brasil e Paraguai.

Ameaças de morte na greve da Universidade Federal de Rondônia


Aos que não estão acostumados com os jargões amazônicos, a menção a “descer na enchente do rio”, ao qual o bilhete se refere, é uma referência clara ao hábito de se desovar cadáveres nos rios da região. Por Estêvão Rafael Fernandes [*]

greve_unirQuando achamos que a falta de bom senso e a impunidade chegaram a seu ápice, somos surpreendidos por mais descalabros.

Há pouco mais de 15 dias enviei a algumas pessoas um email (reproduzido aqui) rogando por apoio e buscando dar visibilidade a crise que se instaurou na Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Supus, ingenuamente, que aos poucos o Governo brasileiro e as instituições responsáveis (Polícia Federal, Ministério Público, Ministério da Educação, etc.) fossem, de alguma forma, se sensibilizar pelo que tem ocorrido em terras rondonienses. Ledo engano.

Nestes 15 dias nada mudou para melhor. Ao contrário, o pânico se instalou e se intensificou. Prova disso está em dois fatos ocorridos hoje.

Nesta tarde uma aluna de psicologia, membro do comando de greve dos estudantes, foi surpreendida na porta de sua casa por homens encapuzados que lhe [disseram que] em breve ela morreria.

Além disso, um bilhete anônimo foi colocado sob a porta de diversos laboratórios e departamentos com os dizeres:

“NÃO ADIANTA CANTAR VITÓRIA ANTES DO TEMPO. MUITA ÁGUA AINDA PODE ROLAR… SEGUE ALGUNS NOMES QUE PODEM DESCER NA ENCHENTE DO RIO”

Segue-se uma relação de nomes de alunos e professores (entre os quais, eu).

unir_greveAos que não estão acostumados com os jargões amazônicos, a menção a “descer na enchente do rio”, ao qual o bilhete se refere, é uma referência clara ao hábito de se desovar cadáveres nos rios da região.

Peço, portanto, aos colegas, que nos ajudem a dar visibilidade a esses episódios brutais. Os ânimos aqui andam acirrados e alguns alunos e professores têm sido seguidos e/ou ameaçados (alguns, inclusive, têm dormido em casas de amigos ou parentes, com medo do que possa ocorrer). Aos que tiverem contatos em OnGs, entidades acadêmicas ou no Governo, ou mesmo os que queiram manifestar seu apoio publicamente por meio de moções, toda a ajuda é bem-vinda. Por favor, reproduzam esses emails a suas respectivas listas.

Não peço a nenhuma entidade que se manifeste contra ou a favor do movimento grevista, mas a favor da transparência nas investigações e no comprometimento do Governo brasileiro de que a segurança das pessoas que vem sendo ameaçadas seja garantida.

Como sempre, agradeço pela ajuda.

[*] Prof. Estêvão Rafael Fernandes
Chefe do Departamento de C. Sociais
Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
Coordenador do Observatório de Direitos Humanos de Rondônia (CENHPRE/UNIR)
Porto Velho, RO, Brasil

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Mais informações, acompanhe: http://comandodegreveunir.blogspot.com/

Megaprojetos, qual o preço do desenvolvimento?


Segundo o professor Oswaldo Sevá doutor em Geografia e docente da Universidade Estadual de Campinas

” A finalidade dos Megaprojetos tem como objetivo acumulo de capital de quem já tem capital, isso de forma bem direta, claro que isso nunca será colocado, não dá pra dizer olha vamos construir o rodoanel aqui  uma hidroelétrica ali e vamos expulsar um monte de gente que estiver no caminho, claro que não! […] Por isso, o discurso é sempre que o desenvolvimento vai melhorar a vida de todo o mundo, o progresso, o emprego, o poder público vai arrecadar mais impostos […] A linguagem é sofisticada, porque um projeto tem sempre que representar um bem pra sociedade, jamais será dito a real problemática, é muito dinheiro sendo investido […] interesses financeiros, só isso… Ou seja, o discurso é uma forma que determinados grupos sociais com interesses particulares encontraram para se beneficiar, e o pulo do gato está nas demandas a serem resolvidas, “carências sociais” desde saúde, transporte  […] Então, simplesmente esses grupos alinham seus interesses com problemas sociais para se beneficiarem e construuir seus discursos de forma alinhada ao neodesenvolvimentismo, que irá os favorecer.”

Megaprojeto é um retrocesso, são projetos de dinastia para ampliar a dominação política que destroem direitos sociais de um determinado grupo social.

Ouça na integra no link abaixo, o professor falando sobre o assunto, :

http://www.4shared.com/audio/kIeb2pQW/A0261011.html

WikiLeaks: Brasil no Haiti atende aos interesses dos EUA, precisamos sair!


Post de origem Pragmatismo político

O analista de relações internacionais Mark Weisbrot torna público o teor de um documento americano vazado que mostra como os EUA tentaram forçar o Haiti a rejeitar US$ 100 milhões anuais em ajuda (equivalentes a R$ 50 bi na economia brasileira) porque vinha da Venezuela.

“Como o presidente haitiano, René Préval, se recusou a fazê-lo, o governo americano se voltou contra ele. Consequentemente, Washington reverteu os resultados do primeiro turno da eleição presidencial de novembro de 2010, para eliminar do segundo turno o candidato apoiado por Préval.”

Brasil precisa deixar o Haiti
Por Mark Weisbrot (*)

Telegramas diplomáticos dos EUA divulgados pelo WikiLeaks deixam claro que as tropas estrangeiras que ocupam o Haiti há mais de sete anos não têm razão legítima para estar no país e que esta é uma ocupação americana, tanto quanto o são as do Iraque e Afeganistão.

Também mostram que faz parte de uma estratégia adotada pelos EUA há décadas para negar aos haitianos o direito à democracia e autodeterminação e que os governos latino-americanos que fornecem tropas -entre eles, o brasileiro- estão ficando cansados de participar.

Um documento americano vazado mostra como os EUA tentaram forçar o Haiti a rejeitar US$ 100 milhões anuais em ajuda (equivalentes a R$ 50 bi na economia brasileira) porque vinha da Venezuela.

Como o presidente haitiano, René Préval, se recusou a fazê-lo, o governo americano se voltou contra ele. Consequentemente, Washington reverteu os resultados do primeiro turno da eleição presidencial de novembro de 2010, para eliminar do segundo turno o candidato apoiado por Préval.

Isso foi feito por meio da manipulação da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de ameaças abertas de cortar o auxílio pós-terremoto concedido ao país desesperadoramente pobre, se ele não aceitasse a mudança. Tudo isso é amplamente documentado. As tropas da ONU foram levadas ao Haiti para ocupar o país depois de os EUA terem organizado a deposição do presidente haitiano democraticamente eleito Jean-Bertrand Aristide, em 2004.

Cerca de 4.000 haitianos foram perseguidos e mortos no período que se seguiu ao golpe, sendo autoridades do governo constitucional detidas enquanto as tropas da ONU “mantinham a ordem”.

Outro documento vazado mostra como Edmund Mulet, o então chefe da missão da ONU (a Minustah), receou que Aristide pudesse reconquistar sua influência e recomendou que fossem registradas denúncias criminais contra ele.

Mulet vem sendo abertamente enviesado em suas interferências na política haitiana e tachou de “inimigos” os haitianos que se revoltaram com o fato de a missão ter levado o cólera ao Haiti. Hoje 380 mil haitianos foram contaminados pela doença, que já matou 5.800.

Se a Minustah fosse uma entidade privada, estaria encarando ações judiciais pedindo reparações de muitos bilhões de dólares, além de uma possível ação criminal em razão de sua negligência hedionda ao poluir as fontes de água do Haiti com essa bactéria mortífera.

Ironicamente, o custo anual da Minustah, US$ 850 milhões, é mais de nove vezes o que a ONU levantou para combater a epidemia. O Brasil não é um império, como os EUA, e não tem razão para ser parceiro júnior de um, especialmente em empreendimento tão brutal e censurável. Isso contraria tudo o que representam Lula, Dilma e o PT.

Isso eviscera o potencial do Brasil de exercer liderança moral no mundo -algo que o país já demonstrou em muitas áreas, desde as mudanças históricas iniciadas sob a administração de Lula. Já passou da hora de o Brasil retirar suas tropas do Haiti.

 

Diretor de rádio comunitária é assassinado em Honduras


150711_honduras-jornalista-mortoOpera Mundi – O diretor de uma rádio comunitária, o jornalista Jeremías Orellana, de 26 anos, foi executado em Honduras com um tiro na cabeça, informou nesta sexta-feira (15/07) a polícia.


Com sua morte, chegam a 13 os profissionais de imprensa assassinados no país desde março de 2010. A maioria dos casos não teve solução e os criminosos continuam impunes.

De acordo com o Colégio de Jornalistas de Honduras (CPH, na sigla em espanhol), esse é mais um indício do risco que todas as pessoas podem correr no país, que vive uma onda de criminalidade.

Orellana tinha 26 anos, comandava a rádio La Joconguera e era membro da Frente Nacional de Resistência Popular (FNPR), movimento político comandado pelo ex-presidente Manuel Zelaya, deposto por um golpe de Estado em junho de 2009.

O jovem foi assassinado ontem no município de Candelaria, estado de Lempira, a cerca de 350 quilômetros da capital Tegucigalpa.

O chefe da polícia estadual, o subinspetor José Luna, disse que o jornalista recebeu o disparo e foi levado a um hospital de El Salvador, onde morreu.

O padre Amílcar Lara, pároco de Candelaria, disse que não tem explicações para o que ocorreu. “Eu considero que o único pecado dele era estar trabalhando em uma rádio comunitária que abria espaço para que nós pudéssemos fazer as denúncias. Ele não tinha problemas com ninguém, era uma pessoa muito dedicada ao trabalho e muito religiosa, era muito popular”, afirmou.

50 ºANIVERSARIO DA REVOLUÇÃO CUBANA E DE SOLIDARIEDADE A CUBA.


Segunda-feira, 27 de Junho · 19:30 – 22:30

Auditório da UNIBR- Faculdade de São Vicente

PALESTRANTES: 

Dr. JOSE RAMON HERRERA MEDINA

Coronel da reserva, combatente do exercito rebelde, condecorado na sua trajetória militar, Doutor em ciências filosóficas e investigador do instituto de historia de Cuba, autor do livro Licencia para Matar (1999), Fuego Cruzado (2011).

Profª Ms. NIDIA MARIA ALFONSO CUEVAS

Graduada em Planificação de Economia Nacional, Máster em Administração de Negócios, realizou trabalhos científicos internacionais na Nicarágua, México, Guatemala e Bolívia, Professora Adjunta do Depto de Ciências Sociais de Cuba.

“Revolução é o sentido do momento histórico; é cambiar tudo o que deve ser cambiado; é igualdade e liberdade plenas; é ser tratado e tratar os outros como seres humanos; é nos emanciparmos por nós mesmos e por nosso próprio esforço; é desafiar forças dominantes poderosas dentro e fora do âmbito social e nacional; é defender valores nos quais as pessoas acreditam, mesmo a custa de qualquer sacrifício; é modéstia, falta de egoísmo, altruísmo, solidariedade e heroísmo; é lutar com audácia, inteligência e realismo; é não mentir jamais nem violar princípios éticos; é convicção profunda de que no existe força no mundo capaz de afastar a força da verdade e das idéias. Revolução é unidade, é independência, é luta por nossos sonhos de justiça para Cuba e para o mundo, a qual é a base de nosso patriotismo, nosso socialismo e nosso internacionalismo.”

Associação Jose Martí da Baixada Santista
Aníbal Ortega
Presidente
Tel: (13) 3469-2246

Rumo à XIX Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba! de 23 a 26 de junho em São Paulo


Quem estiver em São Paulo durante está data ou estiver com disponibilidade. Não marque toca vale a pena!

PROGRAMAÇÃO DETALHADA

21 e 22/06 – terça-feira e quarta-feira

Sala de projeção do Pavilhão da Criatividade – Memorial da América Latina

19h – Exibição de filmes cubanos

Dia 21 – Lucía

Sinopse: Lucía é uma obra mestra do cinema cubano, tinida até hoje como a consagração definitiva de um cineasta e de uma filmografia nacional. A obra está composta por três contos. Em cada um deles a protagonista leva o nome de Lucía, ou seja, uma representação da mulher cubana em três tempos. A três Lucías encadeiam a épica pessoal com o fluir da epopeia nacional emancipadora, libertação que convoca a mulher como ente participativo e definitório. Este filme é a primeira mirada do cinema cubano ao devir histórico, visto como caixa de ressonância para o íntimo, sim que a descrição da alma feminina obstaculize a visão das raças e povos acrisolados na nação cubana. A crítica tem reconhecido neste filme o extremo cuidado formal e de representação, sob a inspiração de Serguei Eisenstein, Luchino Visconti, Orson Welles, Glauber Rocha e os grandes neo-realistas, assim como seu gosto pela recreação enfática e melodramática dos signos culturais do passado, onde é notória a espessura filosófica, artística e histórica. Humberto Solás é considerado um cultivador da sedução através do virtuosismo estilístico.

Dia 22 – Memórias do subdesenvolvimento

Sinopse: Retrato lúcido e poético de Cuba no começo dos anos 60, Memórias do Subdesenvolvimento é considerado um clássico do cinema latino-americano. O mestre Tomás Gutiérrez Alea oferece um olhar ao mesmo tempo carinhoso e crítico sobre os rumos da revolução narrado pelos olhos de Sérgio, um homem que aos 38 anos se vê subitamente sozinho em Havana, depois que sua mulher e seus pais resolvem migrar para os Estados Unidos. Ao acompanhar Sérgio, o espectador é convidado a passear pelas ruas da capital cubana e a encontrar personagens reais, num filme que mistura com habilidade recursos da ficção e do documentário.

22/06 – quarta-feira

Praça na saída do metrô Barra Funda, em frente à UNINOVE

14h – Atividade de rua: saúde e revolução PELA VIDA!

Barraca de campanha com atendimento à população e palestras

23/06 – quinta-feira (feriado)

Sala Mário de Andrade, anexo dos Congressistas – Memorial da América Latina

19h – Exibição do documentário de Carlos Pronzado “Carlos ‘Calica’ Ferrer: A última viagem de Ernesto Guevara pela América Latina” com presença de Carlos Pronzato e Calica Ferrer

Quem é Calica Ferrer: Carlos “Calica” Ferrer nasceu em Alta Gracia, Córdoba, em 1929. Aos quatro anos conheceu Ernesto Guevara de la Serna, um menino asmático que se instalou com a sua família em Alta Gracia para procurar um alívio para o seu mal. Ernesto e Calica mantiveram uma íntima amizade durante a infância e adolescência. Em 1953 empreenderam juntos uma viagem aventureira por América Latina, no final da qual, Guevara terminaria convertido no Comandante Ernesto Che Guevara.

Atualmente Calica Ferrer vive em Buenos Aires e se dedica a estudar e difundir a figura do seu amigo Ernesto Guevara. No documentário Carlos ‘Calica’ Ferrer, a última viagem de Ernesto Guevara pela América Latina (40 min./2011) de Carlos Pronzato, ele relata aquela viagem.

19h45 – Lançamentos e relançamentos dos livros

De Ernesto a Che – Carlos ‘Calica’ Ferrer (Argentina)

A Revolução Cubana e a Questão Nacional – José Rodrigues Máo Júnior

Cuba – apesar do bloqueio – Mário Augusto Jakobskind

Fogo cruzado – Coronel Jorge Herrera Medina (Cuba)

20h30 – Autógrafos e apresentação do grupo musical da AMA ABC

24/06 – sexta-feira

Auditório Simón Bolívar – Memorial da América Latina

8h – Credenciamento

9h – Palestra: A importância da Revolução Cubana no marco dos 50 anos da vitória em Playa Girón e a solidariedade internacional

Palestrantes: Coronel Jorge Herrera Medina, combatente da batalha de Girón, Kenia Serrano Puig, presidenta do Instituto Cubano de Amizade aos Povos, Dôra Cesar do Nescuba

14h – Oficinas e mini-cursos

Universidade Nove de Julho

História da Revolução Cubana, Sistema educacional em Cuba, Sistema de Saúde em Cuba, Poder Popular e Democracia em Cuba, Política Externa Cubana e a ALBA, Direito Internacional com base no caso dos 5 heróis, Oficina sobre cinema feito nas margens, Oficina de música e identidade cultural cubana, A economia cubana, As relações de gênero em Cuba.

24/06 – sexta-feira – ABERTURA OFICIAL

Auditório Simón Bolívar – Memorial da América Latina

19h – Ato político de abertura

Ato político: Embaixador de Cuba no Brasil, Sr. Carlos Rafel Zamora Rodriguez, Presidenta do ICAP e deputada da Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba, Kenia Serrano Puig, e representantes de organizações nacionais

Apresentações musicais:

– Lançamento do novo CD de Pedro Munhoz

– Canto Libre com apresentação de vasto repertório latino-americano

– Apresentação do samba enredo “Cuba sim, em nome da verdade” pela escola União da Ilha da Magia, vencedora do carnaval de 2011 em Florianópolis

25/06 – sábado

Auditório Simón Bolívar – Memorial da América Latina

9h – Palestra: Bloqueio econômico e midiático

Palestrantes: Nidia María Alfonso Cuevas, Professora do Instituto Superior de Relações Internacionais de Cuba, Rosa Mirian Elizarde, jornalista do Cubadebate e Magalys Llort, parlamentar e mãe de Fernando González, um dos 5 patriotas cubanos preso nos EUA

14h – Grupos de trabalho

Universidade Nove de Julho

Bloqueio econômico, Bloqueio Midiático, Solidariedade a Cuba, Frentes Parlamentares, Libertação dos 5 patriotas

19h – Encerramento

Sintaema – Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de SP (próximo ao metrô Armênia, linha azul do metrô)

– Saudação de Aleida Guevara, médica cubana, filha de Che Guevara

– Leitura da Carta de São Paulo

– Festa de confraternização com a bateria das escolas de samba União da Ilha da Magia, vencedora do carnaval de 2011 em Florianópolis com o tema “Cuba sim, em nome da verdade” e da Unidos da Lona Preta

26/06 – domingo

Memorial da Resistência, antigo prédio do DEOPS – próx. as estações Luz e Júlio Prestes da CPTM

9h – Ato de agradecimento a Cuba pelo acolhimento dos brasileiros perseguidos políticos durante a ditadura civil-militar no Brasil e visita monitorada ao Memorial da Resistência

Entidades que convocam a Convenção

ABEEF, APEOESP, APES, ARES ABC, Assembleia Popular, CA de RI Unesp, Casa da América Latina, CCML, CDH Gaspar Garcia, CEAC, Cebrapaz, CEEP, CMP, Comitê Bolivariano de São Paulo, Comitê Brasileiro pela Libertação dos 5 Patriotas Cubanos, Comitê Pró-Haiti, Confraria Soteropaulistana, Consulta Popular, CRESS-SP, CTB, CUT, DCE UEPB, DCE UFABC, DCE UFCG, DCE UFPE, DCE UFRPE, DCE USP, ENFF, Fábrica Ocupada Flaskô, FDIM, FEAB, Frente pelo fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto, Instituto Voz Ativa, Intersindical, J5J, JOC, Jornal A Verdade, Jornal Inverta, MAB, MLB, MLC, MLST, MMM, MORENA – CB, Movimento Correnteza, Movimento de Mulheres Olga Benário, MPA, MST, Pátria Livre, PCB, PCdoB, PCML, PCR, PSOL, PT, Rede Jubileu Sul, SASP, Sindipetro SP, SINDJORNAL, SINDLIMP/PB, SOF, STIUPB, UESPE, UJC, UJR, UJS, Uneafro, UST

Associações Culturais José Martí dos estados Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Norte, Casa Gregório Bezerra – PE, Casa de amizade Brasil-Cuba – CE e Núcleo de Estudos Cubanos – DF

 OUTRAS ORIENTAÇÕES – IMPORTANTE!

– Nos esforçaremos para que todas as atividades comecem pontualmente, mas, para isso, precisamos do apoio de toda/os a/os participantes. COLABORE!

– Tem feito muito frio em São Paulo especialmente a noite, prepare-se para isso.

– Todas as atividades ficam na região da Barra Funda, ao lado da estação do metrô (linha vermelha), com exceção da Confraternização que será próxima ao metrô Armênia (linha azul do metrô).

– O metrô em São Paulo custa R$ 2,90 e o ônibus R$ 3,00

Endereços dos locais do evento

Memorial da América Latina – Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – próx ao metrô Barra Funda

UNINOVE – Rua Deputado Salvador Julianelli, s/n – próx ao metrô Barra Funda

SINTAEMA (confraternização) – Av. Tiradentes, 1353 – próx ao metrô Armênia (saída A do metrô)

Memorial da Resistência (antigo prédio do DEOPS) – Largo General Osório, 66 – próx. às estações Luz e Júlio Prestes da CPTM

Para garantir o bom andamento do evento é INDISPENSÁVEL que os participantes se pré-inscrevam.

O formulário de inscrição encontra-se disponível no sitewww.solidariedadeacuba.org.br e deve ser preenchido e enviado por e-mailcontato@solidariedadeacuba.org.br com o assunto “Inscrição”. Acesse a ficha clicandoaqui. A pré-inscrição garantirá a participação nos mini-cursos e nos ajudará a levantar a demanda por alojamentos e refeições econômicas.

Contamos com o apoio de toda/os os amigos de Cuba neste trabalho! Até a Convenção!

VENCEREMOS!

Coordenação do MPSC

Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba

www.solidariedadeacuba.org.br – facebook.com/solidariedadeacuba

Seminário: A Crise Estrutural do Capital e os Desafios Atuais da Classe Trabalhadora.


Com cerca de mil participantes entre movimentos sociais, organizações sindicais e estudantes, no dia 11 de junho no Clube Semanal de Cultura Artística, centro de Campinas, foi realizado pelo (MST) Movimento dos Trabalhadores Rural Sem-Terra, um seminário com a participação do escritor Húngaro István Mészáros, autor do livro “Para além do Capital”, que atualiza as ideias de Marx e Engels, e com a participação de Ricardo Antunes, professor da Unicamp, pesquisador da atual condição dos trabalhadores no mundo trabalho e Virgínia Fontes, coordenadora de cursos da Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST. O tema do seminário foi “A Crise Estrutural do Capital e os Desafios Atuais da Classe Trabalhadora.”

A abertura do seminário foi por meio de um poema que denunciava a exploração do capital financeiro sobre os povos, destruindo culturas e devastando todo o planeta, dando o tom do debate que seguiria durante toda a manhã, conduzido por Mészáros e continuaria à tarde com Antunes e Fontes.

A visão critica ao momento histórico

Um dos principais apontamentos do seminário é que diante de toda a crise estrutural capitalista as contradições não diminuem se acirram. O exemplo disso é em plena crise o sistema capital simplesmente recrudescer ainda mais e atirar gerações inteiras ao caos, como estão acontecendo na Grécia, Portugal e Espanha, acentuando a crise que irá afetar diretamente a classe trabalhadora em escala mundial (como já está ocorrendo)

Mészáros iniciou sua fala dizendo que é preciso uma transformação radical por meio do ser revolucionário sujeito da historia, que possua estratégia, projeto e organização. Assim, como é necessária uma articulação internacional e mobilização das massas, não só enquanto resistência, mas como ofensiva. Somente desta forma será possível tomar o controle social e erradicar o capital que é muito mais que um sistema monetário, ou seja, ter em vista que a mudança é radical, pois não se pode ajustar o sistema, afinal o capital é também uma força cultural e religiosa que está representado no parlamento e também extra parlamentar. Por isso, é importantíssimo que os movimentos sociais discutam rumos de como construir caminhos para um mundo além do capital que segundo ele “vivemos num momento de crise estrutural, é da natureza do capital que essa crise não se resolva, a prova disso foi assistir os governos investir em empresas trilhões para salva-las […] Os EUA, por exemplo, gastou a soma de quinze trilhões numa crise financeira fraudulenta, é um valor astronômico que eles nunca irão pagar, e isso é somente a ponta do iceberg […] É preciso romper com esse sistema que está pondo em risco nossa própria sobrevivência na terra, e criar uma ofensiva de massas com posições revolucionárias […] esse movimento já começou e a América Latina está à frente desse processo de construção de um novo sistema.”

Para Mészáros a tomada de controle social é a tomada de controle de nossas vidas, que se traduz em participação e orientação de controle de produção. Produzindo apenas o que é necessário para a vida humana. E isso dentro da lógica capitalista nunca será possível porque ocorre o inverso, se antes o capital destruía e se vangloriava com o progresso – destruição produção, ao longo da história essa lógica caiu por terra. No entanto, hoje ele constrói novos discursos para justificar e se defender – produção destrutiva. O que é uma grande farsa porque não existe desenvolvimento sustentável enquanto a finalidade de produção for pautada pelo lucro.

Os EUA, por exemplo, um país falido que nunca irá pagar sua dívida investe em políticas belicistas, produzindo guerras e querendo a qualquer custo importar sua crise financeira por meio de políticas econômicas protecionistas (desvalorização do dólar)

O que Antunes chama de “o inferno da competitividade, que se traduz em enxugar o Estado, mercantilizar os serviços públicos e saquear, explorar e explorar, ampliando a precarização do trabalho e desarticulando toda a classe trabalhadora, o que Marx chamou de exército de reserva, hoje o capital absorve e o transforma em informalidade, subemprego, part time, temporário, terceirizado […] arrebenta […] com toda essa totalização da exploração, como resgatar o pertencimento de classe? […] Paz, terra e pão era o lema da Revolução Russa, aquilo que unificou as massas, e hoje? É trabalho, tempo livre, derrubar os transgênicos, o agronegócio, reforma agrária, urbana […] tudo isso são questões vitais e desafios que os movimentos sociais, organizações precisam entender como parte da luta para derrubar este Estado Capitalista que está nos esmagando”

E Fontes acrescenta “A forma de expansão do capital é nossa devastação. Dentro deste sistema só pode existir incontrabilidade total da vida social, temos que decidir que tipo de desenvolvimento nós queremos: financiar transnacionais, destruir recursos naturais, vender a força de trabalho, mercantilizar tudo, ou construir lutas para subverter essa ordem?”

Eis o grande desafio.

Projeto Ciclovida: em busca das sementes naturais.


O Centro dos Estudantes de Santos (CES) e o Coletivo Alternativa verde, Convidam a todas e todos para o lançamento do video “Ciclovida” no dia 10/06/2011 as 20horas

Projeto Ciclovida
: uma aventura de Inacio e Ivania, dois caboclos brasileiros que desvelam o crime cometido pelas grandes corporacoes de alimentos e agrotoxicos e pelos laboratorios de pesquisa de transgenicos contra a producao de alimentos.
Lifecycle é um documentário narrativo que segue um grupo de pequenos agricultores de Ceará numa viagem atravessando o continente da América do Sul de bicicleta, na campanha de resgate das sementes naturais. Os viajantes documentam a dominação dos agrocombustíveis no campo e o deslocamento de milhões de pequenos agricultores e comunidades indígenas.

www.Ciclovida.org

O Brasil é responsável por 12% das lavouras geneticamente modificadas no mundo. É o que mostra estudo divulgado pelo Serviço Internacional para a Agrobiotecnologia. Os viajantes documentam a dominação dos agrocombustíveis no campo e o deslocamento de milhões de pequenos agricultores e comunidades indígenas. Cultivos e matas nativas estão sendo substituídos por desertos verdes de monoculturas transgênicas onde nada mais, planta ou animal, pode sobreviver aos agrotóxicos. O documentário faz parte do projeto Ciclovida e foi produzido por Matt Feinstein e Loren Feinstein com colaborações de ativistas brasileiros.

Lifecycle foi escolhido melhor documentário na categoria conservação do Green Screen Environmental Festival Film/2010 e selecionado para o Blue Planet Film Fest em Los Angeles, EUA e Byron Bay Film Festival em Australia.