Reforma política, tributária… PT X Psol discutem novos rumos para o país!


O Programa Reflexão e Ação de Janeiro trouxe a discussão sobre “Novos rumos para o país no governo Dilma”, a discussão girou em torno da reforma política e tributária.

Participaram deste programa Emerson do PT de São Vicente e o professor de história Maycon do Psol de São Vicente.

Duração do programa 01H:30min

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Reflexão e ação: Nós somos a revolução em movimento!


Quem esteve na sintonia das três últimas edições do programa Reflexão e ação da Rádio da Juventude, pôde estar acompanhando as discussões referente a atual realidade dos movimentos sociais no Brasil, em particular na região. O programa com a intenção de jogar lenha na fogueira e com intuito de provocar os militantes da região sobre como eles estão se organizando, e de que forma esses movimentos podem se unir e construir lutas juntos, resolveu partir para essa briga numa série de quatro programas, sendo que o último será neste sábado dia 19/05 com o tema “Pra que mais um comitê de lutas?”

Estiveram presentes nestes três programas, Edileuza, Valeska e Flávia CES (centro dos estudantes de Santos), Samira PJ (Pastoral da Juventude) Jesus estudante de Publicidade,  Simone Educadora Popular, Tamiris ANEL, Fábio e Ornella Rádio da Juventude.

Os principais apontamentos levantados nos três programas foram:

* a necessidade de formação de unidade entre todos os movimentos para construir lutas juntos

* o resgate da consciência de classe

* o resgate da memória histórica das lutas para fortalecer identidade

* o respeito recíproco dos movimentos  para trabalhar juntos

* formação militante para compreender a realidade

* ocupar os espaços midiáticos para fortalecer a luta, fazendo frente aos convencionais que criminalizam os movimentos

* entender que o processo revolucionário não é imediato, mas também é pedagógico e se faz na luta

* acertar o que queremos, é derrubar o Estado em busca de uma nova organização social? Ou uma reforma basta?

* assumir o papel de ir pra rua instigar a população a lutar, sem frustração pelo fato de sermos poucos

* os movimentos precisam estar em conexão contínua trocando informações e pensando ações juntos

Quem quiser conferir os programas, seguem os links A importância de se manifestar, Militância estudantilConstruir lutas

OBS: O tema “Pra que mais um comitê de lutas?” É uma provocação em relação a formação do Comitê de Lutas pelo transporte público da Baixada Santista, iniciativa de organizações e cidadãos que vem articulando em Santos e São Vicente atos de protesto referente ao aumento da tarifa do busão (inclusive a Rádio da Juventude) Não percam!

A luta revolucionária é um esforço continuo de aprendizagem, embates e sacrifícios. E não fazemos sozinhos!

Sexo: a primeira vez dói? Pra quem?



Segundo uma pesquisa da OMS (organização mundial da saúde) de agosto de 2010 a gravidez precoce é um problema  sério. De acordo com a pesquisa, a cada ano, pelo menos 16 milhões de meninas entre 15 e 19 anos tornam-se mães, o que representa aproximadamente 11% dos nascimentos registrados em todo o mundo.  O Brasil está na lista dos países que possui um quadro alarmante.

“A grande maioria desses nascimentos são produzidos em países em desenvolvimento. O risco de morrer por causas relacionadas com a gravidez é muito maior nas adolescentes que nas mulheres adultas. Quanto mais jovem a adolescente, maior é o risco”.

As principais causas levantadas pela pesquisa é a falta de diálogo na família, na escola, nos grupos comunitários e também a pouca iniciativa em políticas públicas, que são quase inexistentes.

Neste último sábado dia 22/01 o programa “Reflexão e Ação” levantou a discussão sobre o assunto, encarando o próprio mito de que sexo é um tema polêmico. Levando em consideração que além do problema da gravidez precose. Temos também a discussão de algo que a sociedade em geral não tem hábito de discutir, quando discute está quase sempre pautada por fundamentos religiosos, não levando em consideração a complexidade do assunto.

No estúdio da Rádio da Juventude estiveram presentes a Educadora social Ornella Rodrigues, a Psicóloga Janaina Costa, a militante da JOC e da Rádio da Juventude Jéssica Rodrigues e a também militante da Rádio da Juventude Jaqueline.

Os pontos levantados a respeito são referentes à nossa própria cultura, que nela está engedrada normas morais que não nos pertence, mas que foram imposições da igreja católica que reflete na sociedade até hoje. Com isso, a necessidade de uma re-educação, ou seja, uma reconstrução cultural é imprescindível. Sexo não é apenas uma relação sexual, existe toda uma relação afetiva que envolve auto-estima, construção de identidade, respeito consigo mesmo e com o outro. O que irá deflagrar numa forma de estar, buscar e ser feliz no mundo.

No entanto, um dos principais problemas é vivermos numa sociedade machista que trata a mulher como objeto, o homem como touro reprodutor e não discute uma política de entendimento transversal – homem e mulher – apenas reduz tudo a pecado, promiscuidade e silêncio.

O que revela uma grande hipocrisia que dificulta ainda mais a abertura de diálogo com a juventude, que sem orientação está entregue a falta de cuidados e ao prazer imediato.

Mas isso, também é só uma ponta do iceberg. Afinal, quantas mulheres casadas ou que estão namorando que nunca tiveram um orgasmo e não discutem isso com seu companheiro?

Quantas pessoas na terceira idade estão na solidão porque possuem vergonha de buscar um parceiro, que seja só para transar?

Quantos homens estão grilados porque sentiram prazer ao serem tocados na próstata?

Se começarmos a enumerar essa lista com certeza ela não terá fim. Sendo assim, o que dói mesmo é falta de diálogo, e sem ele continuaremos vivendo o presente com erros do passado sem projeção de futuro.

Reflexão e Ação. “Novos rumos para o país. Governo Dilma Rousseff”


Um marco na história, Dilma Rousseff a primeira mulher eleita Presidenta do Brasil. Porém, terá que lidar com a comparação ao substituir o então considerado maior estadista da história do país Luiz Inácio (Lula) da Silva.

Neste último sábado dia 15/01 o programa Reflexão e Ação (primeiro do ano) colocou em pauta para discussão o tema “Novos rumos para o país. Governo Dilma Rousseff”. O objetivo foi discutir os desafios que terá pela frente a primeira mulher eleita Presidenta do Brasil.

Para participar deste debate estiveram presentes no estúdio da Rádio da Juventude, o Secretário de Planejamento e Gestão Orçamentária da Prefeitura de São Vicente e militante do PT Emerson dos Santos e o Professor de História e militante do Psol e do Círculo PalmarinoMaykon.

Pergunta inicial. O governo Dilma será de continuidade? Quais as diferenças?

De acordo com Santos, sim! Isso conceitualmente. Temos muitos desafios pela frente, reforma política, tributária, agrária, urbana, entre outras. Todas elas são bandeiras do governo, mas todas serão levadas a debate, colocadas em plenária e a sociedade tem que participar. O governo não irá decidir sozinho, Dilma Rousseff será ainda melhor Presidenta porque é mulher, e não adianta falarem que o governo é assistencialista, o programa bolsa família é transferência de renda que possibilitou às famílias carentes saírem da miséria absoluta, PROUNE deu oportunidade a uma geração que não podia ser perdida. O embate ideológico é uma coisa, governar democraticamente é outra coisa. Dilma sabe disso, e tem experiência em administrar a máquina pública. Ou seja, continuaremos governando para todos os brasileiros dando atenção aos mais necessitados.

Maycon diz que: realmente é um governo da continuidade, um marco na história do país, por outro lado, lembra uma capitânia hereditária. A grande contradição é escutar o PT falando que assume determinadas bandeiras que não passam de retóricas. Depois de oito anos de governo os problemas ainda continuam, a reforma política não virá, se o governo mantiver a sua “política da continuidade”, por exemplo: a reforma política estabelecendo teto de campanha, financiamento público, fim das coligações, voto distrital misto, separação das eleições legislativas e executivas, todas essas mudanças entre outras, que seriam uma forma de democratizar o Estado, vai ser muito difícil de acontecer. Pois vai de encontro com as oligarquias partidárias que se beneficiam do capital privado, da mesma forma a reforma tributária que é uma mudança na estrutura e na legislação de impostos, taxas e contribuições, que contribuiriam para transferência de maior recurso para educação, saúde, segurança… Enfim, entra em conflito com a classe empresarial que está amarrada ao governo.

Resumindo:  como disse Drummond em um de seus poemas, e agora José? Se dois partidos de esquerda, possuem posições totalmente antagônicas.

Bem, vamos relembrar nossa Presidenta no dia da posse, Dilma fez dois discursos, falou sobre a erradicação da miséria, destacou prioridade na educação, saúde e segurança e também citou a importância dos movimentos sociais e da construção com a participação de toda a sociedade… Esse é o ponto: participação. Afinal, toda e qualquer mudança que beneficie a população não é feita porque os governantes são bonzinhos, ela acontece devido à mobilização e pressão popular!

Avanços ou não no governo Lula, muito ainda precisa ser feito, os serviços públicos estão sucateados, há um déficit democrático na comunicação, a reforma  agrária não se faz só com assentamento, a reforma urbana as chuvas estão mostrando o que a falta dela pode causar.

A crítica em relação ao programa bolsa familia e ao PROUNE,  não é para que eles terminem. (não enquanto as mudanças reais não aconteçam)

O problema é, será possível uma mudança real que venha consolidar uma sociedade justa de fato? Dentro deste sistema de capitalismo, que tudo amarra e tudo consome? Fica a  reflexão.

“A aids é uma doença sob controle. Do vírus”


“O número de mortes que a gente vivenciava era muito diferente do que as estatísticas mostravam”, disse de cara Beto Volpe, fundador e consultor do Grupo Hipupiara Integração e Vida, que trabalha com prevenção à aids e acolhimento da pessoa que vive com o vírus HIV, entre outras doenças. Há 21 anos com o vírus, ele foi o convidado do último Reflexão e Ação, que debateu o tema no último sábado, dia 04. O dia 1º do mês marcou o Dia Mundial de Luta contra a Aids, e a Rádio da Juventude aproveitou a data para trazer à tona a questão.

 

OUÇA OU BAIXE O “REFLEXÃO E AÇÃO” SOBRE A AIDS, COM BETO VOLPE

O papo com Beto Volpe foi bem-humorado, descontraído, mas não deixou de ser sério. Beto trouxe números, a realidade da doença, e até seus remédios para de tratamento. Na semana passada, ele havia escrito um artigo, intitulado “Cai o mito da mortalidade em aids”, em que comenta estudos recentes que mostram que os efeitos colaterais da doença (ou da medicação?), como problemas no coração, cânceres, etc, estão vitimando muitos soropositivos. E geralmente essas causas não são contabilizadas como morte por aids.  Continue lendo

O aborto tem que ser legalizado? Quem deve decidir? A mulher, o homem, a religião ou o Estado?


Centenas de mulheres no Brasil estão sendo perseguidas, humilhadas e condenadas por recorrerem à prática do aborto.

A criminalização do aborto condena as mulheres a um caminho de clandestinidade, ao qual se associam graves perigos para as suas vidas, saúde física e psíquica, e não contribui para reduzir este grave problema de saúde pública.

As mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, são as que mais sofrem com a criminalização. São estas que recorrem a clínicas clandestinas e a outros meios precários e inseguros, uma vez que não podem pagar pelo serviço clandestino na rede privada, que cobra altíssimos preços.

Fonte: http://www.frentepelodireitoaoaborto.blogspot.com/

Reflexão e Ação

Neste ultimo sábado dia 27/11 o programa deu início a discussão sobre o tema “O aborto deve ser criminalizado ou liberado?” que de certa forma, desde alguns programas anteriores quando discutimos a influência da religião sobre a política, a Liberdade de imprensa, comunicação e formas alternativas, lei Maria da PenhaContinue lendo

Rezar é livre! O que não dá é suprimir direitos fundamentais que estão na constituição! Oxalá unt!


Em em 1231, o papa Gregório IX encarregou tribunais de julgar e punir todas as pessoas que não agissem de acordo com os preceitos da Igreja católica

Neste sábado dia 30/10 o programa Reflexão e ação discutiu “Religião e política”. Participaram deste programa a escritora e poetisa Ornella Rodrigues e o historiador e assessor da Secretaria Municipal de CulturaJosé Dionísio de Almeida.

Diz um ditado popular que essas são duas coisas que não se discute, será?

Vamos ponderar que nessas eleições  a religião teve um peso discutível, pois foi ela quem mais pressionou os candidatos a se posicionarem em relação ao aborto, ao casamento homossexual, questões importantes que precisam ser esclarecidas e resolvidas. No entanto, como os candidatos não são bobos, a discussão ficou sempre pautada em torno da superficialidade o que contribuiu para posições fundamentalistas que vão de encontro com a constituição.

Primeira coisa, o Estado brasileiro é laico, ou seja, não pauta suas leis se baseando em fundamentos religiosos. Será?

Vamos relembrar

O Brasil é um país que abriga um imensa diversidade religiosa devido sua formação histórica. No entanto, a igreja católica sempre teve força política expressiva, desde que fincou sua cruz junto com a espada do conquistador português sobre terras tupiniquins, enquanto as outras expressões religiosas ficaram em segundo plano. Na semana passada por exemplo o próprio Papa pediu aos bispos brasileiros que orientassem seu fiéis a não votar em candidatos a favor do aborto.

Atualmente o protestantismo e suas ramificações tem ganhado força e conseqüentemente entraram na briga para fazer valer seus direitos, por exemplo: a pauta dos candidatos oriundos de igrejas evangélicas diz respeito a luta para derrubar projetos de lei que tramitam pelo congresso que pretendem regulamentar as igrejas evangélicas, colocando horários para os cultos, limitando os espaços nos meio de comunicação, e proibindo cultos ao ar livre em determinadas localidades.

Resumindo

Onde o sapato aperta há o embate pela liberdade, de resto, o discurso se fundamenta em nome de Deus e da vida. O que é uma grande hipocrisia e nada tem de religioso.

Na verdade

O que existe são grupos de interesse numa luta pelo poder, ( o se resume a política hoje) onde uns são privilegiados e outros excluídos, o triste é ver o povo agindo como gado, reproduzindo valores preconceituosos e intolerantes.

Enfim, as eleições acabaram e temos agora a primeira mulher como Presidenta do Brasil, fato histórico de suma importância, “parabéns a ela e a todas as mulheres”, mas a luta continua, os problemas são muitos a serem resolvidos e coletivamente eles podem ser resolvidos, não por grupos fundamentalistas.

Assista ao programa na íntegra em: Reflexão e Ação